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Mostrando postagens de Novembro, 2018

As consequências da economia brasileira ainda depender dos barões do café

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Café e algodão garantem crescimento do PIB no último trimestre. Essa podia ser uma notícia do Correio Braziliense do começo do século XIX, mas, 200 anos depois, ainda é a realidade brasileira, como informa hoje os portais de notícias.

Por mais que a economia brasileira tenha se tornado mais diversificada e complexa, especialmente a partir dos anos 30 do século XX com a industrialização pelas mãos do Estado e do empresariado associado ao capital internacional, não houve uma revolução de fato, ou seja, uma ruptura com a velha ordem latifundiária da Primeira República. Ainda é a velha monocultura de produtos naturais, a chamada plantation, mesmo que travestida de modernidade e eficiência taylorista através do chamado agronegócio, que continua sustentando a economia nacional.



Isto porque a incipiente burguesia nacional historicamente não se impôs como força política, se atrelou ao Estado como fizeram os barões do café e no decorrer do século o Brasil perdeu posições no ranking de países i…

Choque de ultraliberalismo vai aumentar abismo social entre as classes no Brasil

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A colossal desigualdade social brasileira é bem conhecida, mas vinha diminuindo de ano a ano desde 2002, como prova o Índice de Gini. Como parte das políticas públicas do governo Lula, milhões de brasileiros pobres ascenderam alguns degraus na pirâmide social, com a intervenção direta do governo através de programas sociais.

Além destas medidas emergenciais, Lula preparou o terreno para o futuro das classes mais baixas: abriu as portas das Universidades federais para que negros e pobres das grandes periferias pudessem ter uma formação antes limitada apenas à alta classe média.

É muito óbvio que, à longo prazo, estas medidas trariam consequências positivas nos arranjos históricos dessa nação dividida entre vilipendiados e privilegiados. Daqui a, por exemplo, 30 anos, já não seria mais tão fácil distinguir esta diferença olhando a cor da pele ou a origem social, como é hoje.



E isso a nossa alta classe média não perdoa. Guardiã do conservadorismo, ou seja, das coisas como devem ser/estar

Bolsonaro e o calendário asteca

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O antigo povo asteca possuía dois calendários: o solar e o sagrado. O calendário solar possuía, tal com o nosso, 365 dias, mas era dividido em 18 meses de 20 dias, mais 5 dias suplementares para completar o ano. Esses cinco dias do final do ano eram chamados de "nemotemi", ou dias vazios e considerados nefastos, de mau agouro.

A sensação no Brasil pós-eleição é que estamos vivendo não 5 dias, mas 2 meses vazios desde que Bolsonaro ganhou a eleição até que venha a posse em 1º de janeiro.

 Os homens de Bolsonaro Nesse período, temos assistido de forma pasmada, primeiro, a nomeação de figuras medíocres, corruptas, imorais, polêmicas ou notoriamente despreparadas para importantes cargos do governo; basta citar apenas os casos de Magno Malta para um ministério absurdo que será criado exclusivamente pra ele, o da "Família"; ou Onyx Lorenzoni, corrupto assumido e declarado que pediu desculpas pelos milhões arrecadados ilegalmente no caixa 2, ou o futuro ministro da Justi…