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Mostrando postagens de Outubro, 2018

Quem ganhou, de fato, as eleições de 2018

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Q uem, de fato, ganhou esta eleição? Há muitos candidatos. Os militares , porque desde a ditadura não estavam tão soltinhos e falantes, colocando pra fora desavergonhadamente suas ideias jurássicas contra o comunismo? Os homofóbicos talvez, porque acreditaram nas fake news de que havia o perigo de uma ditadura gay ser implementada no país, com direito a cartilha nas escolas pra ensinar criança a fazer sexo? Ou quem sabe os machistas , que viram a ascensão do movimento feminista com preocupação, pois o que as mulheres queriam? Respeito. Respeito é aquilo que quase nenhum homem é ensinado a dar a uma mulher; pra eles mulher tem que ser submissa e aguentar traição, além de ganhar menos e ser assediada a cada esquina, tendo o seu corpo comercializado como fonte de prazer masculino. Com a vitória do Bolsonaro, acreditam, a mulher vai voltar ao seu lugar e as " feminazi " vão acabar. Mas também tem os racistas , aqueles que não toleram a presença de negros nas Univers

Esquerda precisa resgatar bandeiras históricas para enfrentar o velho fascismo

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C hegou no Brasil aquele momento que todos temíamos. O fascismo saiu às ruas, penetrou nas mentes e tomou conta do país. Atos de violência começam a pipocar aqui e ali, 50 em apenas uma semana . O estrago já está feito. Vença quem vencer, ninguém pense que aqueles que sentiram o gostinho de praticar a violência contra os mais vulneráveis vão se recolher a seus pacatos afazeres novamente. A questão é: como enfrentá-los com uma esquerda que se autodestruiu nos últimos anos? Não acredito em teorias conspiratórias lunáticas como os Illuminatti e Nova Ordem Mundial , que fica mais a cargo de cristãos supersticiosos. Mas não sou ingênuo a ponto de não acreditar que os grandes capitalistas do mundo, além de países como os Estados Unidos e seus aliados, possam articular situações no mundo que favoreçam seus interesses. Assim foi com a chamada " Primavera Árabe " mais recentemente, que, com a desculpa da levar democracia a países cujos governos não eram alinhados com o Imperi

Ciro deveria se engajar mais na campanha de Haddad?

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P assada a dura campanha eleitoral do primeiro turno e já definido o resultado final entre Jair Bolsonaro e Fernando Haddad na disputa do segundo turno, Ciro Gomes, canditado na terceira colocação do pleito, resolveu viajar ao exterior. A partir de então, começaram a surgir críticas de alguns setores da esquerda, principalmente dos ligados ao PT, cobrando uma participação maior de Ciro na campanha, alegando tratar-se não de uma mera disputa eleitoral, mas da luta entre a barbárie fascista , representada pela campanha de Bolsonaro, e a democracia , pelo lado de Haddad — o que não deixa de ter uma certa verdade. Mas por que Ciro abriu mão de participar de tal luta? É preciso compreender certas questões a esse respeito. Vamos logo descartando a sugestão absurda de alguns pedetistas de que Haddad deveria renunciar e abrir espaço para Ciro enfrentar Bolsonaro no segundo turno, proposta descabida. Também vamos logo dizendo que não concordamos que o PT merece apoio incondicional das e

Bolsonaro e Paulo Guedes comprovam: os interesses do capitalismo estão acima da democracia

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H á diversos exemplos históricos que confirmam que o capitalismo , desde seus primórdios na era das grande navegações até sua ascensão rumo à hegemonia no século XIX, se fez valer de diversos regimes de governo , inclusive autoritários , para se impor. No entanto, a coincidência das revoluções burguesas junto com a consolidação desse sistema econômico no mundo disseminou uma ideia falsa de que ambos são parceiros naturais . No caso do Brasil, pelo menos dois exemplos desmentem claramente essa tese. Primeiro, a modernização burguesa do nosso país se deu sob a batuta da Revolução de 30, que, por sua vez, se transformou no Estado Novo , um regime semi-fascista que suprimiu a democracia enquanto fazia o capitalismo se expandir. Ainda mais evidente foi o Golpe de 64 , que derrubou a democracia em favor do capitalismo associado a investimentos internacionais. Segundo jornalista Henrique Acker, nesse período "viramos o país das montadoras, das empreiteiras, da caderneta d