#elenão: Mulheres na vanguarda política abrem hoje os protestos contra o protofascismo



Em seu livro A luta de classes: uma história política e filosófica, Domenico Losurdo reafirma a teoria marxista da luta entre as classes no momento histórico atual para demonstrar a validade ainda determinante do conceito. Os conflitos não se resumem apenas à velha dicotomia donos dos meios de produção x vendedores de mão-de-obra, e sim a todas as complexas dissensões sociais que ocorrem na sociedade capitalista contemporânea: pobres contra ricos; conservadores contra progressistas; favelados contra parcelas da classe média; homens privilegiados contra mulheres; negros contra brancos, além das diversas interseções entre esses grupos.

No Brasil, desde que Aécio Neves resolveu desprezar o já frágil e combalido sistema democrático, a direita vem radicalizando o discurso, colocando pra fora suas ideias e intenções de forma aberta, o que antes lhe causava constrangimentos.



No mesmo movimento dialético, a esquerda, enfraquecida durante anos por conta da despolitização da política dos governos petistas, defenestrados no poder pelos seus polêmicos aliados da governabilidade, ganhou força recentemente para responder à ascensão de uma espécie de protofascismo tupiniquim, permeado de ameaças de autoritarismo e violência contra as minorias.

Surge o movimento das mulheres como força política

Nesse cenário, as mulheres tomaram a frente da batalha, denunciando, fazendo campanhas e protestos contra a ameaça da direita radicalizada. A direita que, antes ainda conformada nas regras do jogo democrático, mas cansada de perder seguidas eleições para o PT, abandonou o PSDB, hoje condenado a sumir do cenário político, como previu o professor Vladimir Safatle, para abraçar a causa do vale-tudo político, desde que isso represente derrotar o PT, senão pelas urnas, pelo golpe jurídico, político ou até militar.

A direita despreza a democracia

O jogo da democracia, para a direita e para o mercado, ambos imbricados nos mesmos ideais, só vale enquanto os favorece. Em países em desenvolvimento, acostumados a serem tutelados de fora pelo imperialismo norte-americano e suas intervenções, discretas ou não, na vida desses países, rasgar constituições, reinterpretar leis de forma diferentes para uns e para outros, derrubar governos e dar golpes militares fazem parte da vida. Nosso país, um gigante com um potencial imenso para dar certo, infelizmente jamais se livrou dessa influência, por conta dos capachos antipatriotas que vivem entre nós, criminosos que não se furtam a sabotar o crescimento do próprio país em favor dos interesses internacionais, se isso lhes angariar algum prestígio e boa colocação entre os setores dominantes, como o financeiro.

Preferem o caos do que a esquerda no poder

São essas pessoas que, para exemplificar, incorporando o espírito espalhafatoso de Carlos Lacerda ou discreto de Roberto Campos — ambos notórios capachos históricos dos Estados Unidos — trabalham internamente em favor do imperialismo quando usam de sua força e influência para atacar a democracia, como fizeram, por exemplo, em 54 com Getúlio, em 64 com Jango e mais recentemente, com o Impeachment absurdo de Dilma, jogando o país na total instabilidade, e aproveitando-se de um governo tapa-buraco, impopular, patético e ilegítimo para colocar em pauta ações em favor do mercado e do empresariado que jamais o povo trabalhador poderia concordar.



É contra essa direita golpista, irracional, vendilhã da pátria, misógina, homofóbica, odienta, capacha e racista, que não só a esquerda, mas todas as pessoas sensatas devem se levantar, como tem sido feito através de manifestações até de artistas internacionais.

Começa hoje a campanha contra o protofascismo

Hoje, 29 de setembro, as mulheres, na vanguarda dos protestos, dão o primeiro passo contra as trevas. Que outros movimentos possam se seguir, até o Brasil derrotar nas urnas, num primeiro momento, esse grupo, e depois, nas ruas de forma permanente, pois o principal representante dessa corrente que provavelmente estará no segundo turno das eleições presidenciais, muito tipicamente, é claro, já prometeu que não vai aceitar a derrota nas urnas, repetindo o movimento de Aécio que até hoje coloca o Brasil na crise política.

São irresponsáveis que devem ser varridos do cenário imediatamente.  

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