24 de novembro de 2015

2016 terá PIB negativo. O que o governo Dilma deve fazer?

O Brasil se encontra em recessão. Isso é notório, pois os resultados da má administração da macroeconomia nos últimos anos podem ser sentidos no bolso do trabalhador, com a carestia e a ameaça de desemprego rondando a cada mês. No entanto, se a expectativa era de um 2016 melhor, como acreditavam os analistas internacionais, agora a realidade nos mostra que a crise ainda está só começando.

Em documento enviado ontem à Comissão Mista do Orçamento (CMO) do Congresso Nacional, o governo admitiu que a previsão do PIB para o ano que vem, que era de 0,2%, agora foi corrigido para -1,9%.

Como se não bastasse, os números da inflação também foram revistos – e para pior – com base no Índice de Preços para o Consumidor Amplo. Antes na casa dos 5,4%, agora 6,47%. Crescimento negativo, com risco de desemprego, desinvestimento na área produtiva, inflação acima do índice, ou seja, o cenário mais temido em qualquer governo. Ainda mais um que já padece com baixíssimos índices de popularidade, o que, juntando tudo numa mesma conjuntura, pode gerar problemas sérios para a estabilidade de Dilma Rousseff no poder ano que vem.

Mas então, é esse o resultado, a médio prazo, das políticas de corte e austeridade do governo?

Dilma caindoSim, o resultado é esse, a cartilha neoliberal em sua essência, que propõe ajustes onde o peso do sacrifício e do sofrimento recai sobre a classe trabalhadora, para aliviar os de cima, os ricos, empresários, os rentistas, o setor financeiro...

Ao contrário de Lula e de seu então ministro da Fazenda, Guido Mantega, que optaram por enfrentar o auge da crise mundial com incentivos aos empreendedores e investimentos na área produtiva, mantendo a economia em movimento, Dilma e Joaquim Levy aplicam exatamente o que os candidatos tucanos propunham naquela ocasião: corte de gastos, aumento de juros, e etc. o que paralisa o setor e cria o clima de medo e recessão que só piora a situação em vez de solucionar.

A saída da crise só pode ser na contramão da cartilha neoliberal, ou seja, pela esquerda, e propostas não faltam. Já no começo do ano, por exemplo, o PSOL apresentou sugestões que o governo deveria levar a cabo para, primeiro, tirar o país do buraco, e segundo, recuperar um pouco da popularidade nos setores que foram cruciais para a sua eleição, e para os quais a Dilma virou as costas no primeiro minuto após a confirmação de sua eleição.

Dentre algumas propostas, está a revogação das MPs 664/2014 e 665/2014 que retiram direitos dos trabalhadores; redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução de salário; luta para barrar o aumento das tarifas de transporte público e implementação do passe-livre nacional; aprovação de uma reforma política de verdade que amplie radicalmente a participação e o controle social e popular sobre as instituições públicas; punição de todos os envolvidos no esquema investigado pela Operação Lava Jato e revogação da reforma da Presidência, aprovada no primeiro ano do governo Lula; a taxação das grandes fortunas e (eu acrescentaria) a auditoria da dívida pública.

Leia na íntegra a Carta de Brasília com as propostas do PSOL

Talvez Dilma Rousseff saiba que precisa mudar de rumo na área econômica. O que lhe falta é autonomia e coragem para colocar as mudanças em prática. O resultado dessa fraqueza pode custar caro ano que quem, com o aprofundamento da crise. Dilma será pega na armadilha que a própria oposição criou e que ela entrou de livre e espontânea vontade.

15 de novembro de 2015

Atentado na França: o feitiço que vira contra o feiticeiro

129 mortos e 350 feridos, com 99 deles em estado grave. Este é o saldo, até o momento, dos ataques coordenados contra populações inocentes na França, reivindicados pelo Estado Islâmico (ISIS), em resposta, supostamente, à participação francesa ao lado dos Estados Unidos numa coalizão contra os terroristas do ISIS na Síria e no Iraque. Muito embora a França tenha se empenhado menos do que os próprios Estados Unidos, que não se empenham quase nada, nos ataques aos grupos terroristas religiosos que afrontam a Síria. Quem realmente combate o ISIS na região é a Rússia.

É preciso ser realista e acabar com esta hipocrisia ridícula que vem sendo a comoção mundial em favor da França. Antes de mais nada, é preciso dizer: o presidente francês admitiu abertamente, ano passado, que entregou armas a rebeldes sírios que tentam derrubar o governo de Bashar al-Assad naquele país, mesmo sabendo, como eu sei, como os EUA sabem, como o mundo sabe, que grande parte daquelas armas vai parar nas mãos do ISIS. Mas até aí, segundo eles, tudo bem. Os terroristas islâmicos cumprem um papel em nome dos imperialistas do Ocidente na região do Oriente Médio, que é desestabilizar e ajudar a derrubar governos não-alinhados com Washington. O problema é quando os terroristas, fanáticos e irracionais religiosos como são, saem do controle e atacam seus próprios financiadores...

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Se a França e o mundo devem sim prestar seu lamento pela morte de pessoas inocentes, devem fazer de modo crítico, condenando também o próprio presidente François Hollande pela culpa indireta nesse atentado, ao apoiar terroristas “moderados” na Síria. Se assim não for, cairemos numa comoção midiática tola que nos incentiva a colocar bandeirinhas da França nos nossos perfis de redes sociais e que tem como único objetivo sensibilizar a opinião pública para a necessidade de mais intervenção contra “terroristas” (pretexto para conseguir seus objetivos geopolíticos em outros países) e mais controle sobre a população. É o que já começa a pedir a extrema-direita francesa através do ex-presidente Nicolas Sarkozy, de Marine le Pen, entre outros. E assim ocultam quem está verdadeiramente por trás do próprio terrorismo mundial e os objetivos dessa empreitada maligna.

Outra questão bastante incômoda: um dia antes do atentado parisiense, ataques a bomba no sul de Beirute, capital do Líbano, também reivindicados pelo ISIS, mataram 43 pessoas e deixaram 239 feridos. Assim como acontece tantas vezes nas periferias do mundo. Por que só há essa comoção quando os alvos são os autoproclamados centros da hegemonia mundial, especialmente Europa e EUA? Por que, se, além de vítimas, esses países são também culpados pelo próprio terrorismo que, eventualmente, sofrem?

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Há muita coisa errada nesse mundo. Muitas delas precisam de grandes transformações. Mas muitas podem ter resultados incríveis se nos atermos desses meros detalhes.

10 de novembro de 2015

A responsabilidade do PT no crescimento do conservadorismo no Brasil

Em 2002, eu votei em Lula. Não era e nunca fui petista (na ocasião meus votos eram sempre para o PDT de Brizola), mas sentia que, naquele momento, algo histórico estava prestes a acontecer. Um partido de esquerda subiria ao poder máximo no país. Pra mim foi uma alegria a emblemática cena do Lula subindo a rampa do Planalto pela primeira vez, para receber a faixa presidencial. Ignorei os avisos do próprio Brizola, de que o PT era a UDN de macacão, e aí, logo depois veio a primeira decepção, a primeira de muitas que viriam a detonar todas as esperanças de milhões de brasileiros – mais precisamente, 50 milhões de brasileiros que naquela eleição disseram não ao neoliberalismo.

Recado aos vencidos

Lula divulgou a famigerada Carta aos Brasileiros, que bem podia ser chamada de Carta aos Banqueiros, que o jornalista Paulo Henrique Amorim denunciou que fora escrita por Antonio Palocci com a supervisão de ninguém menos que... do filho do Roberto Marinho! Isso mesmo. Nessa carta, procurava tranquilizar os mercados, afirmando que a ortodoxia neoliberal não ia ser mexida em sua essência. Juros altos e inflação controlada iriam continuar garantindo o lucro dos rentistas e do mercado financeiro.

Quero ser igual a você

Logo a seguir, em 2005, o PT mostrou que já não merecia mesmo a nossa confiança. Tal qual um novato apenas tolerado em um círculo onde era absolutamente indesejado – os círculos das altas esferas do Poder – achou que poderia lançar mão das mesmas práticas adotadas pelo seu antecessor, o PSDB e o famigerado mensalão, sem que a mídia ou o bloco conservador usassem isso como arma política. Ledo engano. Depois de um julgamento transformado em espetáculo pela imprensa burguesa, diversos dirigentes do partido foram condenados e presos.

 

Lula, Dilma, Cunha

 

Esperava-se que o PT, depois dessa dura lição, tivesse aprendido que não se pode confiar nas velhas forças da oligarquia política. O povo dera mais uma chance na reeleição petista em 2006. Mas Lula só fez aprofundar ainda mais a dependência para com estes setores da política, sintetizada na coligação com um PMDB fisiológico, o verdadeiro partido do “toma-lá-dá-cá”, com a desculpa mentirosa da necessidade de maioria para a governabilidade, esse jargão que virou justificativa para as alianças mais espúrias.

Completado o mandato, Lula podia se vangloriar de ter tirado “milhões de brasileiros da miséria colocando-os na classe média”, falácia que hoje, com a ameaça de corte de 30 por cento do Bolsa Família e o estrago que isso poderia causar nos números da pobreza, sabemos que não é bem assim.

Dilma presidente. Uma tecnocrata que não faz política

Com a eleição da Dilma Rousseff em 2010 parece que a dependência do partido para com os setores conservadores piorou ainda mais, com o agravante da presidenta não gostar muito de fazer política, ou seja, não ter a mesma capacidade de arrancar concessões dos seus “aliados” na mesa de negociações como o ex-presidente Lula. Isso foi fatal para o PT que, desde então, se tornou refém do que há de mais retrógrado no Congresso Federal. Coisas bizarras como as que temos visto, como a ascensão política de um delinquente que atualmente preside a Câmara dos Deputados e desafia abertamente Dilma Rousseff com ameaças de Impeachment, que promove discussões das mais repugnantes como projeto que dificulta o acesso garantido pela Constituição ao aborto em certos casos (isso depois que a própria Dilma voltou atrás sobre o projeto do Aborto Legal, a pedido do próprio Cunha…), e a mudança do Estatuto do Desarmamento, por exemplo. Uma mistura de interesses políticos, religiosos e empresariais, que nada têm a ver com a vontade daqueles que elegeram o PT contra estas mesmas forças reacionárias.

Em pelo menos quatro momentos o PT fraquejou, recuou e jogou no lixo o apoio dos setores mais progressistas do eleitorado:

  1. Quando recuou, em 2011, diante da bancada evangélica naquilo que depois ficou conhecido como “Kit Gay”: num país onde um homossexual morre a cada dia vítima de homofobia, a cartilha escolar visava esclarecer o tema perante os alunos, promover o entendimento, o convívio e a diversidade. A bancada evangélica, que está na base de apoio do governo (não deveria) fez estardalhaço e o governo covardemente recuou. De lá pra cá, Dilma tem sido vítima de ataques sistemáticos e campanhas difamatórias desse grupelho que forma uma das mais faltosas alas do Congresso e reúne alguns dos mais incriminados deputados da Casa;

  2. Quando desistiu de bancar a Lei de Médios: o PT no governo até chegou a propor o debate sobre a regulação de uma das mídias mais concentradas do planeta (apenas 6 famílias detêm o monopólio de todo o sistema de comunicação) mas com os ataques da mesma, o PT recuou. Recuou, e agora é vítima dessa mesma mídia, que não se furta a fazer um ataque sistemático e diário ao PT, a Lula e a Dilma;

  3. Quando Lula “escolheu” Henrique Meirelles para presidente do Banco Central e Dilma Joaquim Levy Ministro da Fazenda no seu segundo mandato: na verdade, escolheram no universo macroeconômico manter a continuidade da política econômica neoliberal do PSDB, aquela que os brasileiros rejeitaram em todas as últimas eleições e que aprofunda a crise que o país se meteu (e consequentemente abala a popularidade do governo);

  4. Por fim, quando, além de promover menos assentamentos da Reforma Agrária que o próprio Fernando Henrique Cardoso, Dilma escolhe como Ministra da Agricultura ninguém menos do que Kátia Abreu, a Rainha da Motosserra e defensora dos agrotóxicos na comida do brasileiro. Juntos com a Bancada da Bala (deputados patrocinados pela indústria das armas) formam o grosso da oposição ideológica ao governo.

Claro que esse é apenas um pequeno apanhado, existem muito mais áreas em que o governo, em vez de cortar a cabeça da direita, deu-lhe afagos, trouxe-os para o governo. E agora, sofre com o monstro que ajudaram a criar.

E poderia ser diferente?

Alguns governistas poderiam alegar que as forças conservadoras são tão grandes no Brasil, que não haveria alternativa a não ser a aliança com eles. Mas isso não é verdade, e os exemplos dos nossos vizinhos da América Latina, especialmente Argentina, Uruguai, Bolívia, Equador e Venezuela, estão aí para não nos deixar mentir. As forças reacionárias, da direita e conservadoras estão aí em todo o continente, seja nas mídias ligadas a SIP, seja nos próprios parlamentos.

Saiba mais: SIP: onde se forma o consenso da imprensa conservadora latino-americana

Mas em vez de recuar, os governos desses países revolveram enfrentar a briga, estabelecer a diferença e os limites entre eles e os golpistas, e com isso conseguiram avanços que nem sequer sonhamos aqui no Brasil. Porque têm o povo para defendê-los. Aqui, numa estratégia inacreditavelmente burra, o PT virou as costas para as Manifestações de Junho, incriminando-as num primeiro momento, e depois prometendo reformas que foram violentadas, deturpadas e manipuladas pelos seus “aliados” no Congresso. A voz das ruas virou a voz da oposição com o beneplácito de um governo fraco e que despolitiza a política em nome de uma falsa paz entre as classes.

Portanto, a aliança com as forças conservadoras foi uma escolha infeliz do Partido dos Trabalhadores, e não uma necessidade em nome da famigerada governabilidade, como nos tem sido dado a acreditar. Os reflexos dessa escolha podem ser sentidos agora, e deverão ser decisivos na eleição de 2018.

5 de novembro de 2015

Como Jean Wyllys se tornou a esquerda que a direita gosta

Nunca votei especificamente no deputado federal Jean Wyllys, eleito recentemente o melhor parlamentar de uma casa legislativa que não prima atualmente por grandes quadros. No entanto, como (ainda) simpatizante do seu partido, o PSOL, acredito que tenha ajudado sua eleição indiretamente ao votar 50 nos últimos sufrágios.

Não tenho nenhum motivo para fazer restrições ao seu mandato, que, ao contrário do que muita gente pensa, não se limita unicamente à defesa da causa homossexual. No entanto, quando temos a chance de ouvir suas opiniões a respeito de política internacional, o desacerto com a ideologia socialista que supostamente deveria representar gera uma grande decepção -- eu diria, até, uma enorme indignação por tamanha leviandade. Assim como outros dos seus colegas de partido também já causaram em outras oportunidades.

Jean-Wyllys

Nicolás Maduro, o presidente "totalitário"

Recentemente o laureado deputado foi se meter a fazer acusações sobre o presidente da Venezuela, que, através de um video editado com menos de um minuto, falou sobre a situação eleitoral do país. No tal video que Jean Wyllys publicou no seu Facebook, o presidente venezuelano afirma: 

Se sucedesse esse cenário hipotético (da vitória da oposição) negado, negado e trasmutado, eu governaria com o povo, sempre com o povo, e com união cívico-militar. Se ocorrer esse cenário, negado e trasmutado, a Venezuela entraria em uma das mais turvas e comovedoras etapas de sua vida política, e nós defenderíamos a revolução, não entregaríamos a revolução, e a revolução passaria a uma nova etapa (...) a revolução não será entregue jamais (...) com a Constituição nas mãos, levaremos adiante a independência da Venezuela, custe o que custar e como for”.

Numa interpretação pra lá de desonesta, digna de um verdadeiro quinta-coluna que faz a alegria da oposição golpista de direita, o deputado "socialista" brasileiro esquece o contexto de quase guerra civil que o mandato de Maduro precisa se manter e afirma que o presidente representa um perigo totalitário para a Venezuela, por suas medidas duras contra a oposição de direita, esta que não se furta a adotar quaisquer meios cabíveis para derrubar o governo bolivariano inaugurado por Hugo Chávez. Então quando o presidente diz que defenderá a revolução contra estes golpistas, estaria sendo, meramente, "antidemocrático".

Na pureza do coração dos socialistas defensores da "liberdade" (cuja democracia que apoiam se refere à defesa das instituições políticas burguesas e não da maior participação do povo nas decisões do poder, como fazem os "totalitários" Maduro e Fidel Castro), os verdadeiros socialistas venezuelanos que venceram golpes e atentados para implementarem um regime ainda frágil, incipiente, devem ceder gentilmente o poder àqueles que durante 500 anos exploraram a pobreza e o analfabetismo da população para se tornarem a classe rica e dominante.

Socialismo e liberdade pra quem merece: o povo

A confusão teórica de suas concepções socialistas já começa no nome do seu partido, que escolheu o pleonástico "socialismo e liberdade" para indicar que os outros socialismos são supostamente totalitários. Mas o PSOL é um partido de correntes, e existem outras concepções menos pueris do que esta na agremiação. Vendo, porém, a opinião do deputado sobre a Venezuela, podemos dizer que, na sua concepção, um partido socialista que tenha chegado ao poder ("democraticamente", é bom frisar) e precise se defender dos ataques, das ameaças, dos golpes e da influência perversa da ideologia burguesa nas mídias, é totalitário se não dançar conforme a música da farsesca democracia eleitoral burguesa. Os trotskistas do partido, baseados nesse engano colossal, também são capazes de lançar manifestos em apoio à revolução ucraniana (!) como fez Luciana Genro; e comparar o líder que libertou o mundo do nazismo ao preço de milhões de compatriotas combatentes, Josef Stalin, com um bandido criminoso que preside a Câmara dos Deputados (!!), como fez recentemente o deputado Chico Alencar.

Partidos socialistas depurados de conceitos incômodos para a burguesia como luta de classes, revolução e ditadura do proletariado, domesticados no consolo inútil da representatividade política no jogo da democracia burguesa, deveriam se limitar às suas pautas louváveis, como auditoria da dívida externa brasileira, taxação de lucro dos bancos e da riqueza, defesa das minorias, etc, coisas que o PSOL ainda faz muito bem. E deixar a política externa pra lá, porque já provaram que, nesse quesito, são um verdadeiro desastre.

Nota: o site do PSOL, tendo em vista a manifestação do seu deputado sobre o governo venezuelano, lançou um esclarecimento em que se isenta de responsabilidade nas afirmações do seu filiado, que durante os debates internos do partido, propícios para levantar teses, não se prestou a lançar nenhuma opinião sobre a Venezuela, preferindo jogar pra galera, naturalmente para polemizar. A nota do PSOL pode ser lida no link abaixo:

A Venezuela do PSOL