3 de setembro de 2014

A batalha do segundo turno entre Dilma e Marina

Marina e Dilma 300

Membros do comitê de Aécio Neves, como o coordenador de sua campanha, Agripino Maia, parecem já ter jogado a toalha. No segundo turno, do jeito que a coisa está indo, vai dar Dilma, presidente que até há pouco tempo levava uma campanha morna, no piloto automático, considerando não haver nenhuma ameaça à vista (não contava com o imponderável da morte de Eduardo Campos) e Marina Silva, o furacão que herdou a vaga do finado candidato e mexeu com todo quadro eleitoral.

Sentindo que terão que lutar ou morrer, os governistas dão pinta de que virão com um rolo compressor de toneladas de publicidade (pelo menos o que for permitido pelo TSE), milhões de Reais em campanha eleitoral, militância petista com o orgulho ferido, tudo como se não houvesse amanhã... E do outro lado, uma massa de opositores totalmente heterogênea orbitando a candidatura rival: a turma tucana, o DEM, o pessoal do agronegócio, os banqueiros, as grandes mídias e os fundamentalistas das seitas evangélicas…

Vai ser bonito de ver... Seria mais ou menos como uma Batalha das Termópilas Tupiniquim, em que o futuro do Brasil estaria em jogo com a ameaça da Marina Xerxes e seu exército híbrido contra os “300” aguerridos petralhas da Dilma.

As pesquisas mostram que Marina venceria no segundo turno. Quem apostaria nos 300 de Leônidas na batalha histórica contra o poderoso exército de Xerxes? Mas a história mostrou que apesar de tudo contra, a eficiência falou mais alto contra a supremacia dos números do exército inimigo. O que será que Dilma vai preparar para barrar o avanço das forças reacionárias no Brasil?

Infelizmente parece que ela não é boa de estratégia. O primeiro passo foi tentar acenar para as hostes evangélicas. Um tiro no pé. Estas já estão fechadas com a Marina.

A melhor solução para o país seria o PT finalmente sair do comodismo de anos de governo e liderar as massas descontentes, os jovens, os manifestantes de junho, a comunidade LGBT, os negros, os socialistas, enfim, todos aqueles que até agora não se sentiram realmente representados pelo Partido dos Trabalhadores em seu governo.

Leônidas se recusou a se ajoelhar perante o exército de Xerxes. Será que Dilma vai mais uma vez se prostrar perante as forças reacionárias desses país, ou vai finalmente abraçar a agenda progressista de uma vez por todas?

A sorte está lançada. É matar ou morrer.

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Professor de História, Mestre em História Política pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), carioca, usa este espaço para comentar sobre os assuntos da política e da sociedade de forma simples e clara, sem, no entanto, abrir mão do rigor da checagem dos fatos.

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