28 de maio de 2013

Um Novo partido velho (e não é da Marina)

Novo partido velho

O TSE acaba de oficializar a criação do trigésimo terceiro partido político no Brasil. Trata-se do “Novo”, que utilizará o número 30 na disputa eleitoral e é presidido pelo banqueiro ligado ao Itaú, João Amoedo. O que tem de “novo” um partido de direita com propostas neoliberais na política e na economia?

Tempos atrás, esperando mais de meia-hora na fila quilométrica do 846 na Rodoviária de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, percebi jovens com pranchetas abordando as pessoas. Quando um deles veio falar comigo, pude perceber do que se tratava: era o recolhimento de assinaturas para a formação de mais um novo partido político, que se chama... “Novo”. Fui querer saber do jovem que partido era esse, qual a sua linha ideológica, quem está por trás disso, etc. – aliás, coisa que qualquer um deveria perguntar antes de sair colocando sua assinatura em qualquer lugar, mas que não foi o que aconteceu – e a única resposta que obtive foi que eu estaria ajudando a formar “o primeiro partido ficha-limpa do Brasil” (!?).

Claro que não assinei. Primeiro, porque não considero que a formação de mais um partido seja relevante para a política nacional; e segundo, muito menos um partido sem a menor novidade em termos de linha ideológica e com um nome absolutamente genérico como “Novo”. Nem sempre o novo é melhor do que o velho.

Recentemente fui dar uma olhada na internet pra saber um pouco mais das suas propostas, para buscar alguma informação e – quem sabe – até me arrepender de não ter assinado. Não me arrependi. Eis que me deparo com propostas totalmente superficiais e que não dizem absolutamente nada, a não ser que se trata de mais um partido da ordem conservadora-capitalista-liberal como tantos outros no país. Eis alguns dos “valores” do partido:

  • As mudanças e reformas que queremos promover têm o indivíduo, através da sua atuação e do voto consciente, como principal responsável. O direito de criticar deve ter como contrapartida o dever de participar;

  • Acreditamos que no livre mercado - aonde as trocas são feitas de maneira espontânea – os serviços são melhores do que aqueles ofertados pelo Estado, dados os mesmos custos.

  • Acreditamos no valor fundamental das liberdades individuais, incluindo direitos e deveres.

Ou seja, um conjunto de propostas altamente clichês, vazias, enganosas e que não trazem nada de diferente para o debate sobre a política nacional, nada que difira das promessas que estamos cansados de ver desses velhos partidos tradicionais da linha burguesa, como defesa da ordem, das leis e do mercado.

Parece que o Novo, apesar do nome, não passa de um novo partido com velhas ideias.

23 de maio de 2013

Pobreza gera violência? Depende

A violência nas grandes cidades e na sociedade brasileira, de modo geral, está tão presente no nosso cotidiano, que temos dificuldade de tomar a devida distância para torná-la objeto de reflexão. Estamos tão acostumados com ela, que podemos nos chocar com um ou outro evento isolado – que suscitam reações como as campanhas fascistas pela diminuição da maioridade penal – mas já não nos surpreendemos mais com sua onipresença. Aliás, é justamente por essa dificuldade que vemos tais opiniões distorcidas, tão superficiais e no entanto, carregadas de certezas de serem a verdadeira solução para todos os problemas sociais. É preciso deixar de lado o comodismo das opiniões fáceis, para, além de deixar de ser massa de manobra de setores conservadores, poder entender melhor os problemas do nosso país e propor soluções mais certeiras.

Pobreza e violência

É muito comum entre os brasileiros a ideia de que a violência é fruto direto da desigualdade, da distribuição injusta de renda, da dificuldade do acesso dos mais pobres aos bens de consumo, etc. Isso realmente é verdade, mas explica apenas um detalhe do nosso problema. A pobreza só é fonte de violência na medida em que a riqueza econômica e o consumo de bens materiais se tornam valores hegemônicos na sociedade, deixando todos os outros valores para trás. Segundo o psicanalista e professor de Medicina Social da UERJ, Benilton Bezerra Júnior,

Somente numa cultura que enaltece a posse do dinheiro e bens como expressão de sucesso, de uma vida digna de ser vivida, a pobreza tende a ser vivida como exprimindo o contrário. Num contexto como esse, a pobreza não implica apenas restrição material, mas, sobretudo, uma restrição simbólica [moral], e como tal precisa ser negada de qualquer forma, mesmo com o recurso à violência

O que o professor pretende chamar a atenção é para o fato de que a pobreza econômica não pode ser automaticamente ligada à produção da violência, como se houvesse um vínculo intrínseco entre elas. Só há violência onde a riqueza é o maior valor de uma sociedade, como nas populações urbanas das grandes cidades.

Onde o capitalismo não penetrou, a violência também não

Nas sociedades mais rurais do nordeste brasileiro e na Índia, por exemplo, regiões de grandes disparidades econômicas e fortes tradições, outros valores se impõem sobre a ideia de sucesso através do consumo, comum nas grandes cidades. Cada lugar com suas características diferentes, mas ambas tendo em comum o fato de que as disparidades econômicas entre as minorias ricas e as massas pobres não causam conflitos nem violência. Por quê?

 

casta

 

Porque essas sociedades são fundadas em valores diferentes da busca pelo sucesso, consumo material e pela riqueza, marcas das sociedades capitalistas. E além do mais, a religião desempenha um forte papel na estrutura social dessas regiões, bem maior do que nas grandes cidades. O catolicismo do Sertão impõe a ideia de hierarquização social, do sofrimento como provação de fé e a esperança na justiça no outro plano, o sobrenatural. O hinduísmo da Índia, por sua vez, afirma que as características da vida atual são determinadas pelas ações e o tipo de existência que tivemos em vidas passadas. Apesar do sistema hierárquico de castas ter sido abolido em 1948, o costume persiste e o conformismo também. Em sociedades assim, é mais fácil uma explosão de violência insurgir contra as mudanças do que as permanências da desigualdade. Portanto, é preciso tomar cuidado quando se diz que a pobreza está intrinsecamente ligada à violência, se não entendemos o que está por trás delas.

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Fonte:

FEGHALI, Jandira; LENGRUBER, Julita; MENDES, Cândido. Reflexões sobre a violência urbana – (In)Segurança e (Des)Esperança. Rio de Janeiro, Mauad X, 2006.

15 de maio de 2013

Marina Silva fora do seu tempo

Marina Silva e a religião na política

A ex-senadora que se deslumbrou com a ideia de ser a terceira força na política nacional, mas que sofre para recolher as 500 mil assinaturas necessárias para a fundação de seu partido de centro-direita, Marina Silva, achou que ainda dava tempo de meter a colher e palpitar sobre os infelizes comentários e projetos do pastor Marco Feliciano. Ontem, na Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), a ex-verde declarou que o parlamentar estava sendo “hostilizado mais por ser evangélico do que por suas declarações equivocadas”.

Segundo a nobre ex-senadora conservadora e evangélica, estaria havendo uma substituição do preconceito contra gays em nome do preconceito contra evangélicos. E então, mutatis mutandis, temos que tudo não passa de uma injusta perseguição contra o pastor presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara.

Bom, já são suficientes as frases, citações, vídeos, opiniões, entrevistas, insanidades, baboseiras, gravações de cinegrafista amador, boatos e etc., do pastor Marco Feliciano para que eu tenha que relembrá-los aqui. Ignorar tudo isso num grosseiro erro de avaliação interesseira é lamentável. Também poderia me dizer surpreso pela defesa de Marina Silva a este senhor, mas não me surpreendi. Se tem uma coisa que eu aprendi nesses anos de debates e discussões com evangélicos, é que eles perseguem muito, mas se sentem muito perseguidos, e isso os torna sectários e corporativistas. Nessas horas, muitas vezes, esquecem-se até as diversas denominações diferentes do evangelismo em nome de uma causa maior: “defender os irmãos da perseguição”. Mas e as lamentáveis ideias racistas, misóginas e homofóbicas do pastor? Parece que não contam...

Muita gente boa chegou a acreditar que Marina um dia representou uma ala mais progressista da política nacional, mas ela jamais me enganou. A base ideológica do seu novo partido, “Rede Sustentabilidade” já mostra claramente as intenções conservadoras e ecocapitalistas do seu projeto de país. Além disso, num momento em que a sociedade brasileira pretende avançar em agendas progressistas em favor das demandas sociais, das minorias, das mulheres e dos negros, sua opinião anacrônica em defesa de alguém que fere acima de tudo a dignidade de milhões de pessoas com sua visão tacanha de mundo nada acrescenta ao novo panorama que o Brasil precisa trilhar.

O Brasil merece mais do que esse debate medíocre.

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Links:

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/marina-silva-morreu-abracada-a-feliciano/

http://www.pragmatismopolitico.com.br/2013/05/marina-silva-defende-feliciano-e-fala-em-preconceito-contra-evangelicos.html

12 de maio de 2013

Que venham os médicos cubanos!

medicos-cubanos-brasilO Conselho Federal de Medicina anda criticando a intenção do governo de permitir a atuação de 6 mil médicos cubanos sob as mais impertinentes críticas, que certamente ocultam outras razões bem mais específicas.

Uma das questões mais apontadas é a falta de revalidação dos diplomas dos colegas cubanos. É até louvável que o Conselho esteja realmente tão preocupado com a qualidade dos profissionais que vêm atuar no Brasil. O curioso é que eles não parecem demonstrar a mesma preocupação com o péssimo atendimento e formação dos próprios médicos brasileiros, responsáveis por mortes e descasos como o da menina Adrielly dos Santos Vieira no começo desse ano, além da defasagem de profissionais pelo interior do país, onde a abertura de clínicas particulares é tão mais lucrativa. Justamente onde os profissionais de Cuba vêm trabalhar…

O presidente em exercício do CFM, Carlos Vidal, perguntado se não seria melhor que as cidades do interior recebessem esses médicos com diplomas estrangeiros, em vez de não ter nenhuma assistência, me saiu com essa pérola: "A pseudo assistência é mais grave que a falta de assistência. Quando você não tem um médico na sua cidade, pode buscar na cidade ao lado e ter um médico de qualidade adequada".

Claro que ele pensa assim. Não é ele que precisa enfrentar as filas e a concorrência de pacientes das diversas cidades que procuram um único hospital por falta de atendimento local. E ainda por cima, cinicamente, coloca em xeque a formação dos médicos cubanos, num país tradicionalmente de vanguarda no setor e de reconhecimento internacional.

O que está por trás dessas críticas

Muito mais do que um mero senso de corporativismo, o CFM, bem como dos ataques de histeria dos reacionários de sempre que voltam a bradar lemas da época da Guerra Fria, como “o Comunismo avança no Brasil”, existe o medo que alguns setores das classes médicas têm diante do modelo público de medicina eficiente  que prioriza a prevenção e a educação para a saúde, reduzindo não apenas os índices de enfermidades, mas sobretudo a necessidade de atendimento e os custos com a saúde. Sem doentes, como as clínicas particulares vão poder ter clientes? No modelo neoliberal, saúde é mercadoria e dá lucro. Hospitais públicos não podem funcionar para o bem das empresas privadas.

Chega a ser uma vergonha toda essa gritaria contra profissionais que só vem a somar no nosso precário e desumano serviço público de saúde. Um Conselho Federal de Medicina comprometido com interesses mercantis na medicina explica muito do porquê temos que conviver com um sistema tão ruim em favor de Unimeds e outros hospitais que cobram por atendimento.

Que venham os médicos cubanos, relembrar pra estes médicos que enriquecem com a doença, o Juramento de Hipócrates.

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Links:

http://www.viomundo.com.br/politica/pedro-porfirio-por-que-os-medicos-cubanos-assustam.html

http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/cfm-reforca-critica-a-entrada-de-medicos-cubanos

7 de maio de 2013

Mídia e Violência

Dez anos atrás, o jornalista e professor de Sociologia Muniz Sodré participou do seminário Violência Urbana, Segurança Pública e Cidadania no Rio de Janeiro: Prevenção e Ação. Sua participação levantou pontos importantes que nos servem de reflexão neste momento de espetacularização da violência e clima de insegurança, reação conservadora e polarização de opiniões. Para isso, Sodré tratou todas essas questões pelo viés da mídia, tendo como foco o imaginário que causa essas sensações e comportamentos na sociedade.

Segundo o autor, as ciências sociais têm levantado a hipótese de que o homem é um ser social, mas afirma que, na verdade, o ser humano pode ser gregário, mas não social. Para justificar, relembra a famosa parábola do porco-espinho do filósofo Schopenhauer: no inverno, o porco-espinho procura chegar perto um do outro para se aquecer. Mas existem os espinhos, o que faz com que quanto maior a proximidade, maior o atrito também, numa analogia para a condição social da humanidade. Mas por que então se agregar?

matematicoSodré cita Hobbes para explicar: por medo. O medo faz as pessoas se agregarem por proteção, sendo esse o menor do males. Mas mesmo assim, permanece um enrustido desejo de eliminação do outro, de rivalidade e de desconforto, que se realiza então na violência social, na crueldade e no assassinato, características puramente humanas. E então, temos que “o fascínio existente pela narrativa da violência na vida real, na literatura, no cinema e na televisão seria sintoma desse mal-estar comunitário”. Vendo os comentários de alegria e satisfação de setores da sociedade brasileira pela eliminação violenta de um bandido dentro de uma comunidade carente em 2012, exibida no último domingo pela televisão, fica difícil não concordar com essa tese.

Os tipos de violência

favelas do RioNa verdade, o que vemos na TV todos os dias é apenas uma faceta da violência. Existe outra, geralmente ocultada pela mídia, e ignorada pela população. Trata-se da violência do poder instituído; dos órgãos burocráticos ineficientes que agridem o cidadão em seus direitos básicos; a violência do Estado em si, na área educacional, social, oferecendo um ensino precário a camadas gigantescas da sociedade; um Estado onde o serviço público oferecido é criminoso, especialmente na Saúde. Essas são violências contínuas, onipresentes, estruturais, que segundo o autor, “deriva de um efeito de inércia que é ao mesmo tempo social e psicológico sobre os indivíduos e é imposto por uma ordem cosmopolita, que é a ordem do Estado, com seus aparelhos e suas articulações políticas”. É o estado de violência.

O resultado de tudo isso é então a violência visível, essa que vemos na TV. Delinquência, marginalidade, tráfico de drogas, os crimes de morte, assassinatos e outras ilegalidades, além da própria reação violenta do Estado, tentando remendar aquilo que ele próprio causou.

Portanto, percebemos que a violência é um dado complexo que ocorre em todos os planos: no econômico, no político, no social, no psicológico, etc. Só que no jornal, nas mídias e nas narrativas que fazem, a violência é só o ato, jamais o estado de violência. Aprendemos pelos jornais e pela TV que a violência é aquela visível, que pode ser encenada ou dramatizada, como no caso da execução do traficante Matemático. Mas atentem para outro detalhe importante: quando a violência mostrada na TV é praticada pelos órgãos de segurança pública, os agentes da repressão e a imprensa naturalmente trocam a palavra violência por força, um eufemismo que faz muita diferença. Por exemplo: “A Guarda Municipal empregou a força para retirar os ambulantes das ruas”. Por outro lado: “Manifestantes reagiram com violência contra a intervenção policial”.

Nessa nossa era de telespectadores e de não-cidadãos, há um recrudescimento dos piores instintos humanos, provocados pela sensação de perigo e violência. Um ódio de classes que faz da polícia um agente a serviço de uma pequena parcela da sociedade, a serviço de interesses elitistas. A dramática operação que deixou bem claro para todo o Brasil e o mundo o amadorismo e o despreparo das nossas polícias só ganha legitimidade porque a sociedade resolveu abraçar essa causa, numa das maiores ondas de conservadorismo que se tem notícia nos últimos tempos. Parece que nossos espinhos nunca estiveram tão afiados.

2 de maio de 2013

Torça para o time que quiser

Ontem à noite, Flamengo 2, Campinense 1, um bom jogo pela Copa do Brasil, em Campina Grande. Mas o que mais chamou atenção no jogo estava fora de campo: mais uma vez torcedores, dessa vez paraibanos, fazem campanha para que nordestinos não torçam para os “times do sul”. Apelam para o “orgulho estadual” para apoiar uma atitude que é no mínimo, bastante controversa. A torcida do Flamengo espalhada por todos os cantos do Brasil é o alvo preferido de quem protesta em favor dos times locais em cada Estado em que o clube rubro-negro passa como visitante.

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Torcida do Figueirense protesta contra catarinenses que escolheram torcer para o Flamengo

Vamos lá: por que diabos uma pessoa é obrigada a torcer pelo time local e não pelo que ela quiser? Dizem que torcer para times de fora enfraquece os times locais, mas isso não condiz com a realidade: é exato afirmar que o Campinense – time paraibano cuja torcida foi a última a protestar nesse sentido – já era fraco antes de todos os seus atuais torcedores nascerem, assim como aqueles que escolheram torcer para outros times – especialmente o Flamengo, uma potência que ultrapassa as barreiras de qualquer Estado.

Além do mais, essa postura “xenófoba” é sempre muito perigosa porque sempre existe um outro lado da moeda. Imagine o quanto a economia local paraibana seria abalada se houvesse a campanha nacional “não vá à Paraíba no São João, fortaleça a sua festa local”, ou “não contrate trabalhadores paraibanos, fortaleça a mão de obra local”, ou ainda se fizessem um protesto aqui no Rio contra os cariocas que adoram frequentar o Centro de Tradições Nordestinas em São Cristóvão, com os dizeres: “Vergonha do Sudeste”. Não seria absurdo?

 

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Torcida do Sport-Recife protesta contra os flamenguistas pernambucanos

Levando essa situação para além do mero futebol, alguém poderia afirmar que é sempre ideal defender a economia nacional dando preferência aos produtos nacionais em vez dos importados, e que é exatamente isso que os paraibanos fazem em escala estadual. Bem, mesmo se tirarmos o fato de que o Flamengo é um “produto” nacional e não regional, ainda sobra uma questão importante: produtos de qualidade superior sempre vão levar a melhor sobre os de qualidade inferior, sejam de onde for. Imagine que você tenha um poder de compra suficiente para comprar o carro que quiser, inclusive um importado, mas, em nome de um suposto nacionalismo, vá comprar um modelo da antiga marca brasileira Gurgel – lembram dele? Jamais isso ocorreria. Agora, suponhamos que o Brasil tivesse uma marca nacional de automóvel que fizesse frente com as melhores marcas do mundo! Aí sim, seria perfeitamente legítimo apoiar a causa nacional. Enquanto isso não acontece, o Campinense será apenas um Gurgel, e os torcedores terão todo o direito de optar pelo Mercedes-Benz que quiserem...

Nordestinos já são os que mais sofrem com todo o tipo de bairrismo pelo país afora. Entristece-me profundamente que alguns deles tenham resolvido embarcar nessa campanha inútil, apoiando uma causa totalmente furada. Torcedor de futebol torce para o time que quiser do planeta, independentemente do Estado em que tenha nascido.

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Outros links recomendados:

O preconceito regional entre torcedores de futebol

No Brasil, é proibido torcer por time de outro Estado