30 de julho de 2011

R$ 30 milhões para sorteio de bolinhas num jarro de vidro

marina da glória Realmente, as autoridades resolveram testar até onde vão as raias de nossa paciência e de nossa letargia, com os sucessivos episódios abusivos envolvendo a Copa do Mundo no Brasil. Desta vez, Prefeitura e Governo do Estado do Rio resolveram bancar com nosso dinheiro a organização do sorteio dos grupos das Eliminatórias na cidade, ao custo de 30 milhões de Reais. Não há limites para a desfaçatez inescrupulosa de nossos políticos. 


O pior é que, durante horas, será fechado o espaço aéreo bem ao lado do Aeroporto Santos-Dumont, e centenas de pessoas não sabem se poderão decolar mais tarde, ou se os voos foram transferidos para o Galeão... uma tremenda falta de respeito com o cidadão.
Não dá pra culpar a população por ela estar tão songa-monga, enquanto os larápios vão roubando tudo o que podem. Durante décadas ela foi condicionada a ficar colada na frente da TV assistindo a Rede Globo, esta mesmo que apoia e lucra com o evento. A única que vem sistematicamente denunciando toda a falcatrua que acontece bem na frente de nossos olhos é a Record. Não porque ela seja boazinha ou honesta, mas porque a ela interessa denunciar os desmandos do evento que é carro-chefe da concorrente. A Record mostrou, por exemplo, que com os 30 milhões de reais gastos só para este sorteio de hoje, o governo poderia construir dezenas de Unidades de Pronto Atendimento (UPA) ou 600 casas populares. Mas não... em vez disso patrocina o empreendimento privado do Ricardo Teixeira, sob a desculpa descarada do nosso prefeito de que "mais de 600 milhões de pessoas assistirão o evento pela TV"... É mesmo? Isso quer dizer o quê, senhor prefeito? Que essas pessoas se encantarão de ver uma lona branca improvisada na Marina da Glória e virão aqui correndo nas próximas férias gastar dinheiro, dando-nos o retorno financeiro do seu investimento? É querer muito duvidar da inteligência alheia...
Mais duas coisas: 1) não precisa ser gênio para perceber que Péle foi chamado agora para ser garoto-propaganda da Copa, pra ver se alivia um pouco a imagem do evento, que cada dia perde credibilidade no país; e 2) não adiantam essas manifestações de internet do tipo "fora Teixeira". Seria o mesmo que dizer "fora Eike Batista" quando vemos irregularidades em seus empreendimentos. A CBF é uma empresa particular, não tem nada que ver com serviço público. Devemos cobrar, isso sim, que nossos governantes não façam tratos nem andem em helicópteros particulares com essa gente, esbanjando o nosso dinheiro. E se é pra gritar "fora" alguém, então que seja Sérgio Cabral, Eduardo Paes ou Dilma Rousseff, esses sim, que são os culpados por este roubo escandaloso que está sendo a organização da Copa do Mundo. 


20 de julho de 2011

Se os tubarões fossem homens

bertolt-brecht Não existe analogia mais precisa, verdadeira e abrangente da pobre condição humana sob o domínio da ideologia capitalista, do que a criada pelo escritor e dramaturgo alemão, Bertold Brecht (1898-1956). Nesta nossa sociedade de desigualdades extremas, somos como pequenos peixes vivendo uma vida de ilusão, enquanto somos adestrados pelos grandes tubarões a acreditar no mundo que criaram para nós. Imprensa, igreja, escola... todas as instituições burguesas trabalham para não deixar que enxerguemos a verdadeira realidade a que somos submetidos, trabalhando noite e dia para a manutenção deste sistema que nos faz cair felizes nas goelas dos tubarões. Acompanhe e reflita sobre.







Se os tubarões fossem homens, eles seriam mais gentis com os peixes pequenos. Se os tubarões fossem homens, eles fariam construir resistentes caixas do mar, para os peixes pequenos com todos os tipos de alimentos dentro, tanto vegetais, quanto animais.
Eles cuidariam para que as caixas sempre tivessem água renovada e adotariam todas as providências sanitárias, cabíveis se por exemplo um peixinho ferisse a barbatana, imediatamente ele faria uma atadura a fim que não morressem antes do tempo.
Para que os peixinhos não ficassem tristonhos, eles dariam cá e lá uma festa aquática, pois os peixes alegres tem gosto melhor que os tristonhos.
Naturalmente também haveria escolas nas grandes caixas, nessas aulas os peixinhos aprenderiam como nadar para a goela dos tubarões.
Eles aprenderiam, por exemplo, a usar a geografia, a fim de encontrar os grandes tubarões, deitados preguiçosamente por aí. Aula principal seria naturalmente a formação moral dos peixinhos.
Eles seriam ensinados de que o ato mais grandioso e mais belo é o sacrifício alegre de um peixinho, e que todos eles deveriam acreditar nos tubarões, sobretudo quando esses dizem que velam pelo belo futuro dos peixinhos.
Se encucaria nos peixinhos que esse futuro só estaria garantido se aprendessem a obediência.
Antes de tudo os peixinhos deveriam guardar-se de qualquer inclinação baixa, materialista, egoísta e marxista e denunciaria imediatamente aos tubarões se qualquer deles manifestasse essas inclinações.
Se os tubarões fossem homens, eles naturalmente fariam guerra entre si a fim de conquistar caixas de peixes e peixinhos estrangeiros.
As guerras seriam conduzidas pelos seus próprios peixinhos. Eles ensinariam os peixinhos que entre eles os peixinhos de outros tubarões existem gigantescas diferenças, eles anunciariam que os peixinhos são reconhecidamente mudos e calam nas mais diferentes línguas, sendo por isso impossível que entendam um ao outro.
Cada peixinho que na guerra matasse alguns peixinhos inimigos da outra língua silenciosos, seria condecorado com uma pequena ordem das algas e receberia o título de herói.
Se os tubarões fossem homens, haveria entre eles naturalmente também uma arte, havia belos quadros, nos quais os dentes dos tubarões seriam pintados em vistosas cores e suas goelas seriam representadas como inocentes parques de recreio, nos quais se poderia brincar magnificamente.
Os teatros do fundo do mar mostrariam como os valorosos peixinhos nadam entusiasmados para as goelas dos tubarões.
A música seria tão bela, tão bela que os peixinhos sob seus acordes, a orquestra na frente entrariam em massa para as goelas dos tubarões sonhadores e possuídos pelos mais agradáveis pensamentos .
Também haveria uma religião ali.
Se os tubarões fossem homens, ela ensinaria essa religião e só na barriga dos tubarões é que começaria verdadeiramente a vida.
Ademais, se os tubarões fossem homens, também acabaria a igualdade que hoje existe entre os peixinhos, alguns deles obteriam cargos e seriam postos acima dos outros.
Os que fossem um pouquinho maiores poderiam inclusive comer os menores, isso só seria agradável aos tubarões pois eles mesmos obteriam assim mais constantemente maiores bocados para devorar e os peixinhos maiores que deteriam os cargos valeriam pela ordem entre os peixinhos para que estes chegassem a ser, professores, oficiais, engenheiros da construção de caixas e assim por diante.
Curto e grosso, só então haveria civilização no mar, se os tubarões fossem homens.

19 de julho de 2011

Duas importantes notícias desta semana sobre Educação

aluno-escrevendo
Duas notícias importantes mexeram no mundo da Educação essa semana. A primeira delas diz respeito aos Estados norte-americanos que pretendem erradicar uma tradição secular em nome do progresso e da tecnologia; a outra, uma pesquisa que resgata o reconhecimento ao valor do profissional de ensino.
 
Primeiro, o e-mail, que viria para acabar com as cartas comuns. Agora, a própria escrita cursiva (feita à mão) é que está na berlinda para ser extinta pela tecnologia digital. Pelo menos nos Estados Unidos. A ideia é que as pessoas deixem de escrever à mão, com lápis e papel, e aprendam a digitar textos com mais eficiência.
O primeiro Estado a propor o fim da escrita cursiva foi Indiana, que a tornou opcional por enquanto, mas que deve ser totalmente erradicada nos próximos anos. A medida deve ser seguida por outros 40 Estados, que consideram a forma de escrever à mão ultrapassada.
Segundo os defensores da medida, as pessoas hoje mal precisam escrever com lápis e papel. Portanto, seria mais importante que aprendessem a digitar no celular e no computador.
Eu acho que este fetiche pela tecnologia está nos levando longe demais. O que pode haver de errado com crianças que aprendam a escrever usando os velhos lápis e papel? Tudo bem que hoje ela possa anotar recados direto no celular e enviar para quem quiser (quem não tem um celular hoje em dia?). Mas não podemos nos tornar tão dependentes assim da tecnologia. O preocupante é que os políticos daqui adoram imitar o que vem de lá. Pois amanhã substituem a conversa tête-à-tête pela conversa presencial via MSN. Imagine que coisa ridícula, duas pessoas frente a frente conversando através do MSN. Não deve faltar muito para chegarmos a este ponto. Isso, se o próprio sexo não for substituído por estímulos cerebrais sem contato físico, como na clássica cena da Sandra Bullock com Sylvester Stallone no filme O Demolidor.

professor
A outra notícia, esta positiva, saiu num estudo chamado Caminhos para Melhorar o Aprendizado. Os bons professores, aqueles que sofrem todos os tipos de problemas na sua profissão, mas que não deixam a peteca cair, saem de alma lavada. De acordo com a pesquisa, alunos dos melhores professores aprendem 68% mais do que os colegas orientados pelos piores docentes. Não é pouca coisa. Alunos dos bons professores — aqueles que continuam motivados apesar de tudo, e que amam a sua profissão — aprendem quase 70 por cento mais. Se por um lado temos nosso trabalho reconhecido, por outro temos nossa responsabilidade aumentada. Segundo Renato Paes de Barros, da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República, “Por muito tempo, os estudos mostraram que o ambiente familiar era mais importante para o aprendizado e o professor, pouco. Os estudos passados falharam”.
Aí está. Num momento em que seis Estados do Brasil têm professores em greve, não poderia haver melhor momento para que os governos reconheçam a importância deste profissional para os interesses estratégicos do Brasil. Este país só vai alcançar o status de grandeza que deseja, se valorizar a Educação e seus profissionais. E o professor é peça fundamental nesta caminhada.

12 de julho de 2011

Filhos de políticos em escola pública. Você apoia?

Filhos de políticos em escola pública. Você apoia?

Há uma discrepância enorme entre o mundo de luxo e bonança dos políticos e a dura realidade do povo brasileiro. A qualidade da educação dos filhos dos parlamentares em contraste com o péssimo nível da educação nacional é um grande exemplo deste abismo. Mas e se fosse possível acabar com esta situação através de uma simples lei? É o que propõe o senador Cristovam Buarque.

Cristovam Buarque é o exemplo perfeito que desmente aquela antiga máxima da crença popular que diz: “político é tudo igual”. Os maus políticos, por sinal, adoram essa ideia e fazem questão de corroborá-la, pois os eleitores abstêm-se, dessa forma, de quaisquer responsabilidades na hora do voto, elegendo qualquer um para os cargos políticos. Afinal “são todos iguais”. Mas não, políticos não são todos iguais.

Quando o Senador lançou o Projeto de Lei nº 480 em 2007 que obriga políticos eleitos a matricular seus filhos em escolas públicas até 2014, ele já deixava isso bem claro. A ideia parecia um tanto ousada e por falta de apoio no Congresso, é lógico, a coisa esfriou. No entanto, pouco tempo atrás, o projeto — que atualmente se encontra na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania — ganhou nova visibilidade nas redes sociais da internet e em petições públicas com mais de 50 mil assinaturas.

É evidente que os parlamentares não gostaram nem um pouco disso e inventam as desculpas mais esfarrapadas para desmerecer o projeto. Eles conhecem muito bem o nível do ensino público brasileiro e devem ficar arrepiados só de imaginar seus filhos em tais escolas. Acredito que só mesmo assim para que os nobres deputados possam lutar pela qualidade do ensino brasileiro, quando sentirem na pele o que é ter um filho sofrendo por falta de estrutura, falta de professor, falta de matéria e tantos outros problemas do cotidiano escolar brasileiro. Afinal estes desgraçados só sabem legislar em causa própria. Então façamos da nossa causa a deles. 

É lógico que, caso a lei seja aprovada, é preciso tomar algumas precauções para evitar a esperteza destas velhas raposas políticas. É preciso, por exemplo, colocar um limite de vagas por escola para a matrícula dos filhos dos políticos, pois senão haveria a concentração de todos eles em uma meia dúzia de colégios públicos, elevando o nível destes, enquanto todos os outros continuariam do mesmo jeito. Também é preciso deixar claro que colégios de excelência como o Pedro II e os de Aplicação das Universidades, apesar de públicos, não podem fazer parte da proposta, porque eles estão acima da média e não representam a realidade.

Com estes ajustes, eu acredito que a lei vai fazer um grande bem para o ensino público brasileiro. Como disse Cristovam Buarque, uma das grandes distorções da política é o fato dos parlamentares legislarem pelo serviço público, mas usarem os serviços privados. Isso não faz o menor sentido e precisa ser corrigido. O próximo passo é defender o mesmo para o serviço publico da Saúde, fazendo com que sejam obrigados a usá-lo, para verem o que é bom pra tosse.

7 de julho de 2011

País tem caso mal resolvido com a escravidão

A PEC 438
De toda a lista de fatos da história brasileira dos quais não temos nada do que nos orgulhar, a escravidão aparece, sem dúvida, com grande destaque. Infelizmente, ela não é um fato do passado e sim também do presente, já que ainda persiste no Brasil de várias maneiras, e por isso devemos ficar atentos e apoiar a proposta do Congresso que pretende expropriar terras de quem mantém trabalhadores escravos.


Durante três séculos, colonos luso-brasileiros importaram da África a mão de obra para as suas lavouras de cana-de-açúcar, mineração do ouro e colheita do café, enriquecendo grandes traficantes de seres humanos. Fomos o último país do planeta a abolir formalmente a escravidão já no ocaso do século XIX. Mas hoje os tempos mudaram.
Mudaram?
escravidao1
Ainda temos um problema mal resolvido com nosso passado escravista, problema esse que se reflete hoje em dia nas zonas rurais, onde o trabalho compulsório — eufemismo para “trabalho escravo moderno” — continua acontecendo. O camponês, impossibilitado de ter um pedaço de terra, se sujeita a trabalhar no latifúndio de um desses coronéis a troco de um salário miserável de fome. Pra piorar, só pode comprar roupa e comida na quitanda do latifúndio a preços exorbitantes, muito acima do mercado. Sem  possibilidade de pagar, fica preso ao trabalho pela dívida. Se tenta fugir, capangas armados são autorizados a abrir fogo contra o camponês. Só nos últimos 2 anos, mais de 5 mil trabalhadores escravos foram resgatados no Brasil.
Muitas das categorias e práticas da época colonial sobreviveram no Brasil atual de formas diferentes, cuja essência, no entanto, continuam as mesmas. Ainda somos um país de latifúndios imensos voltados para a exportação, onde a Reforma Agrária jamais aconteceu de fato, tirando de milhares de famílias a possibilidade de seu sustento, obrigando-as a se submeterem ao senhor de imensas terras de forma degradante ou a se mudarem pra as cidades, aumentando assim o nível de desemprego nestas regiões.
trabalho_escravoinfantil Foi aprovada no Senado, em primeiro turno de votação, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 438, que determina a expropriação das terras onde for flagrado trabalho escravo. No entanto, ela precisa passar por nova votação, e a bancada ruralista — que representa os interesses do agronegócio, onde se pratica o trabalho escravo moderno, em grande medida — tenta emperrar a proposta.
Se dependermos da velha mídia para divulgar o problema e pressionar pela aprovação da PEC 438 pelo Congresso, que está sendo discutida há dez anos, estamos fritos. Só nos resta acompanhar o desempenho daqueles parlamentares em que votamos através da mídia alternativa mesmo (a internet está aí pra isso) e saber como eles se posicionam a respeito do problema. Parece pouco (e é mesmo) mas é o mínimo que podemos fazer, além de só reclamar. Devemos extirpar de vez do Brasil esta forma de trabalho tão degradante e que nos envergonha perante o resto do mundo. 

3 de julho de 2011

O Brasil não é a CBF

copa-america-argentina-2011 Começou mais uma Copa América, evento de seleções de futebol que este ano tem sede na Argentina. Daqui a pouco, às 16 horas, a seleção do Ricardo Teixeira vai entrar em campo, na estréia contra a Venezuela. Mais uma vez, como sempre, não vou torcer para esta seleção. Por quê?

teixeira_ricardo Por uma série de razões. Em primeiro lugar, pelo que a seleção brasileira de futebol se tornou nestas últimas décadas. Deixou de ser um símbolo do melhor futebol do mundo para se tornar um empreendimento particular, presidido pelo corrupto e incompetente Ricardo Teixeira (imagem ao lado). Contratos milionários com fornecedores e patrocinadores fazem a entidade lucrar somas estratosféricas todos os anos, e os clubes, aqueles que gastam na formação dos futuros atletas, não veem a cor do dinheiro.

Em segundo lugar, pela falta de identificação com a seleção. Desde que os atletas passaram a emigrar em massa para o futebol de outros centros, perderam a ligação com os seus clubes de origem e com os torcedores. O grande barato de ver os jogos da seleção era se orgulhar de ter o craque do seu time vestindo aquela camisa amarela. Mas hoje, pelo contrário, dá receio, porque se ele é convocado pra jogar na seleção, você sabe que está mesmo é sendo colocado na vitrine para que seu empresário possa lucrar com a sua venda, enquanto você e seu time ficam chupando dedo.
Além disso, por conta dos contratos, a base de jogos da seleção de futebol tornou-se a Inglaterra. Lá o Brasil atua em quase 100 por cento dos amistosos caça-níqueis que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) arruma, desfalcando os times a troco de nada (leia-se: a troco de milhões de dólares).
patriadechuteiras
Em terceiro lugar, porque não admito esta propaganda midiática que pretende associar a seleção de futebol com a nação, à base de slogans como “Pátria de chuteiras”. Dessa forma, a população brasileira é induzida a esquecer os verdadeiros problemas do dia-a-dia, em troca da emoção da vitória de uma partida de futebol. E se você diz que não torce para a seleção, acusam-no de “antipatriota”, “do-contra”, “alienado” (sic) e outras baboseiras. Além do mais, tem essa rivalidade fabricada com os sul-americanos, especialmente com a Argentina, que acaba extrapolando do futebol e se tornando xenofobia. Recentemente uma amiga da blogosfera, Ana Cecília, chegou de viagem da Argentina, e desde então coloca fotos da sua estadia no país em seu blog de contos, HumorEmConto. Ela pode nos atestar com propriedade o quanto a Argentina é um país maravilhoso - com todos os problemas que um país sul-americano pode ter, é verdade. Seu povo é ligado em cultura, é politizado e apaixonado pelo país, não somente pela seleção. Deveríamos aprender com os argentinos, e deixar as rivalidades para o campo das provocações e bricadeiras.
Não é que eu torça contra o Brasil. Muito pelo contrário. A CBF não é o Brasil. Eu quero muito que o Brasil seja campeão. Mas que seja campeão no acesso à Saúde Pública de qualidade; campeão na erradicação da miséria e do analfabetismo; campeão em bem-estar e respeito ao cidadão; campeão em civilidade, em emprego e renda. E se der tempo, que seja campeão de futebol também.