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Mostrando postagens de Setembro, 2018

De tanto provocar, Bolsonaro sabia que seria atacado um dia

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Intolerância e violência. Quem as semeia, não pode colher outra coisa. De tanto pregar o ódio, de tanto aparecer com fuzil, de tanto incentivar gestos de tiros com as mãos, inclusive em crianças, de tanto defender que a população resolva suas divergências com armas de fogo, Jair Bolsonaro caiu vítima de seu próprio veneno. Não um ataque à bala, por sorte, mas com uma faca.

Era quase como uma bomba-relógio ambulante. Bolsonaro provocou a todos: os de esquerda, os de direita, provocou as mulheres, provocou os negros, os gays, quase todas as minorias e os vulneráveis. Só poupou a entidade sacrossanta do mercado, a mesma cujo templo representado pela bolsa de valores deu picos de alegria lá no alto com o seu risco de morte.


Já havia confessado estar com receios de um ataque — não era para menos —, o que, de fato, aconteceu. Ontem, tal como uma vítima de bullying que aguenta provocações e insultos durante anos mas que um dia perde o controle e desconta sua raiva no seu agressor, Adelio Bis…

Por que é falsa a ideia de que o Brasil anda dividido entre esquerda e direita

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Recentemente no Brasil, temos ouvido de forma corriqueira que a população do nosso país anda dividida entre esquerda e direita, ou como coloca o candidato a presidente Ciro Gomes, entre coxinhas e mortadelas.

Isso dá a ideia de um certo equilíbrio entre as duas forças, algo como um choque de duas correntes de proporções iguais que se anulam, colocando o país no impasse e na imobilidade. Mas isso não é verdade, e os 38 por cento de intenções de voto de um ex-presidente preso, junto com outros exemplos históricos, nos ajudam a entender essa questão.

Primeiro, vamos tentar, a grosso modo, identificar as parcelas da sociedade brasileira que podem ser identificadas com a esquerda e com a direita.
Definindo quem vota em quem Considero eleitores de esquerda, afora a miltância político-partidária, os trabalhadores sindicalizados; o funcionalismo público do baixo-escalão; beneficiários do bolsa-família; profissionais liberais; e grande parte do que o professor Jessé Souza chamou de "ralé