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Mostrando postagens de Julho, 2018

É o fim do Lulinha Paz e Amor?

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Fernando Haddad é o coordenador da campanha de governo da candidatura Lula em 2018. Em entrevista ao site do jornal Valor, falou um pouco sobre as propostas para o país e os caminhos jurídicos que o PT deve tomar para garantir que o ex-presidente possa sair candidato.
Controle das mídias Algumas dessas medidas, reveladas pelo ex- ministro da Educação, seriam facilmente identificadas como propostas de esquerda, embora Haddad, com todo o cuidado, tenha preferido classificá-las como "radicalmente liberais". Uma pequena concessão certamente calculada no intuito de não alarmar ainda mais as reacionárias classes-médias para um programa que elas classificariam facilmente, no seu entendimento torpe de política, como "bolivarianas".

Haddad prometeu focar em 4 pautas principais: econômica, social, política e ecológica. Dentro da discussão econômica e social está a prioridade de Lula, se eleito, atacar o oligopólio dos grandes meios de comunicação, principalmente a Globo.

De…

A diferença de ensino e educação no Brasil

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Poucas pessoas atentam para a diferença crucial que existe entre ensino e educação. Essa confusão interfere diretamente, no espectro geral, na qualidade da formação de cidadãos e na capacidade das pessoas saberem conviver num ambiente adequado de civilidade e cidadania.

Ensino é o que o Estado brasileiro e também algumas instituições particulares oferecem de maneira formal, através de saberes selecionados e organizados num currículo escolar que determina o mínimo que uma pessoa deve dominar em termos de conhecimento para poder fazer parte de uma sociedade.



Já a educação é todo o conhecimento circulante disponível que as pessoas podem e devem absorver para complementar a sua formação continuada. E quais são as fontes dessa educação? Vamos ver as mais importantes.

A primeira, e talvez a principal, é a família. Os pais — e também avós, tios, etc. — desde o nascimento dos seus filhos são encarregados de educá-los (muitas pessoas pensam que esse é o papel da escola), mostrar a eles o funcio…

Christopher Hitchens e o infame trotskismo

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Christopher Hitchens (1949-2011) era um escritor de colunas sobre variedades na esnobe revista Vanity Fair, quando começou a angariar fama na internet por conta de seus debates sobre religião em palestras e conferências gravadas em vídeo.

Concentrado na defesa do ateísmo, com um vasto cabedal cultural e uma inteligência mordaz, geralmente conseguia colocar todos os adversários na lona, e assim foi ganhando sua fama.

Eu, no entanto, só passei a conhecê-lo quando me deparei com seu maior best-seller numa feira de livros, em 2010: "Deus não é grande", uma obra que mistura religião, cultura e política de uma forma cativante, com uma especial crítica ao fundamentalismo islâmico.



Foi nesta ocasião que eu passei a acompanhar seu trabalho, muito mais pelo viés do ateísmo que compartilhamos do que pelas suas visões políticas, que já eram um tanto contraditórias há quase 10 anos.

Já então, Hitchens deixava claro que era um ex-militante de esquerda na juventude, mas que naquele momen…

"Lula do México" vence a eleição

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Em muitos aspectos, o México é um país parecido com o Brasil. Um país extremamente católico, com um povo supersticioso, com governantes que nos últimos 30 anos prometeram colocar o país no caminho do desenvolvimento se ele seguisse a cartilha do mercado, e que, obviamente, foi enganado, e que afunda em calamidades sociais provocadas pela extrema violência social e corrupção generalizada.
Povo mexicano elege candidato de esquerda pela primeira vez Neste cenário, não admira que o povo, cansado das promessas neoliberais que nunca se realizam, tenha escolhido por ampla maioria um candidato com ares de Salvador da Pátria, um herói que promete tirar o México do buraco que a especulação e o mercado financeiro o enfiaram. Andrés Manoel Lopes Obrador, do partido Morena, de esquerda, venceu a eleição com a maior votação da história mexicana.
Lopes Obrador, o "Lula mexicano" Alguns analistas brasileiros o tem chamado de "Lula mexicano". Talvez porque o Lula de 2002 tenha sido…