Rodrigo Janot termina seu mandato este mês. Foi uma grande surpresa em meio à mediocridade geral

O cidadão está prestes a deixar o cargo de Procurador Geral da República, mas com toda a certeza, vai deixar saudades. Isso porque, em meio a uma das maiores crises políticas por que já passou esta terra do bananil, com seus coronéis políticos travestidos de feirantes gritando para o mundo "quem dá mais" para levar nossas maiores riquezas -- que vão desde estatais lucrativas até a maior floresta tropical do planeta -- o cara tentou. Tentou até a última hora, com que os maiores corruptos da nação que assaltaram quase que literalmente o poder, pagassem por seus crimes.

Mas não só no executivo e no legislativo que a contaminação do que há de pior nesse sistema falido e corrupto se instalou. Os nobres togados dessa vez, também entraram na dança sem o menor embaraço.

Rodrigo Janot

Para cada ratoeira que Rodrigo Janot instalou para pegar os ratos da política e do empresariado, havia um Gilmar Mendes pronto para desarmá-la. E assim a ratazana-mor que se instalou na cadeira da presidência da República vem sobrevivendo, levando seu ilegítimo governo até onde ninguém esperava que pudesse mais chegar.



 As denúncias de Janot foram sérias, graves, bem embasadas em evidências e com testemunhas, uma ação da polícia federal que redundou em flagrante, apreensão material do delito, gravação em áudio e tudo o que precisava para produzir provas incontestáveis. Mais do que batom na cueca: batom, perfume e até o telefone da moça escrito à caneta. Não para o nosso Congresso. Não para o nosso executivo.

Agora, neste mês em que o mandato do Janot termina, cabe, inusitadamente, ao presidente ilegítimo escolher a substituta do atual procurador. Trocando em miúdos, Raquel Dodge, a substituta, terá a missão de dar continuidade às investigações contra aquele que a nomeou para o cargo. Pela primeira vez desde 2003, a primeira opção da lista de substitutos foi ignorada. Michel Temer tinha outra opção mais satisfatória para sua segurança.

E assim o bananil vai seguindo, rumo ao abismo. 

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