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Mostrando postagens de Março, 2017

É o fim da Era Vargas

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Demorou quase 80 anos, mas finalmente as elites nacionais conseguiram destruir o legado daquilo que ficou convencionalmente conhecido como “getulismo” no século XX. Depois de um suicídio em 54, duas tentativas de impedimento de assumirem a presidência da República (uma de Juscelino em 55 e outra de Jango em 61), conspirações, um golpe militar em 64, uma ditadura, um governo neoliberal nos anos 90, finalmente o golpe final no legado de Getúlio Vargas foi dado de forma direta: a proteção social da Previdência e a Consolidação das Leis do Trabalho foram destruídas. Para isso, é claro, duas condições primordiais foram decisivas. Um governo ilegítimo e uma esquerda enfraquecida ao mesmo tempo. Em 54, Getúlio Vargas já sofria as pressões de uma classe dominante reacionária e mesquinha, infiltrada em setores diversos como as Forças Armadas, a Igreja Católica, o empresariado e a imprensa. Seu suicídio serviu como ato político que mobilizou o país, assustou a direita e refreou sua sanha golpis…

O caso IG Farben: genocídio judeu em nome do lucro na II Guerra

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Até que ponto devemos compreender empresas privadas que cooperaram com o massacre de milhões de seres humanos na Alemanha nazista? Terão sido também vítimas do sistema, sem escolha, a não ser fazer parte da máquina de matança do Terceiro Reich? Ou foram oportunistas imorais? E seus funcionários? Culpados ou inocentes? Aqueles que cumpriram a pena imposta pelo Tribunal de Nuremberg depois da Guerra, limparam seus nomes perante a sociedade ou carregarão para sempre a marca da infâmia? Todas estas perguntas são difíceis de responder. Algumas empresas alemãs precisam conviver com estes dilemas em sua história. As indústrias químicas alemães no final da Segunda Guerra já haviam chegado a níveis abissais de desumanidade. Dentre elas, a IG Farben, um conglomerado de empresas alemães que na época era a quarta maior empresa do mundo. Durante a Segunda Guerra, ela passou a produzir borracha sintética para atender a demanda do exército nazista – e para isso, não se furtou a usar trabalho escravo…

Como a publicidade ataca a democracia

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Se existe um lugar onde o pensamento dominante de uma sociedade pode ser mais bem propagado, esse lugar é na imprensa. Numa sociedade capitalista como a nossa, onde a democracia não passa de uma fachada para ocultar a manutenção de privilégios de uma classe cujo poder econômico é colossal, as mídias atuam na construção e manutenção de um modelo único de pensamento, com diversas maneiras de vetar, desacreditar ou ocultar modelos de mundo rivais aos seus, que venham a contestar esse tipo de realidade. Um desses métodos se dá através da publicidade e do financiamento de projetos na área da Comunicação, que coincidam com as visões políticas e econômicas das classes dominantes. Métodos de controle da sociedadeA sociedade industrial burguesa foi moldada para o controle da opinião pública, desencorajando ideias ou reivindicações de reforma ou mudanças de sistema. Tendo como modelo os Estados Unidos, berço do marketing e da publicidade que forja uma democracia de espectadores/consumidores e n…