2016 será o ano mais difícil de Dilma no poder

Congresso Nacional

A entrega, hoje (31/08), da proposta do Orçamento Geral da União para 2016 feita pelos ministros da Fazenda, Joaquim Levy e do Planejamento, Nelson Barbosa ao presidente do Congresso, Renan Calheiros, já causou mal-estar, críticas e ameaças por parte dos senadores. Isso porque, numa atitude “sincera”, a proposta prevê um incrível déficit de 30,5 bilhões de Reais nas contas da União. Pela primeira vez na história, um governo apresenta uma proposta de Orçamento com déficit reconhecido de receitas em relação a despesas.

Para senadores da oposição, como se já não bastasse o clima de golpismo que impera no ar da política nacional, Dilma quer transferir para o Congresso o desgaste de ter que fazer os cortes e os ajustes no orçamento.  Para o senador Álvaro Dias,

O governo, que cometeu estelionato eleitoral na última campanha, que enganou a população, agora confessa a sua incompetência no gerenciamento das contas públicas, confessa que não gerenciou corretamente as finanças do País. E pior do que assumir sua incompetência é querer agora transferir para o Congresso Nacional um problema que é seu. O governo Dilma quer que o Congresso faça milagres, que faça a mágica de colocar dinheiro no arrombado caixa da União. A presidente da República quer que o Congresso assuma a responsabilidade de promover a criação de novos impostos e o aumento da carga tributária, que já esmaga os setores produtivos e asfixia a sociedade brasileira. Os congressistas não podem aceitar essa missão

Uma das formas de fechar as contas para o ano que vem seria a criação de novos impostos. O governo sinalizou a volta da CPMF, tão atacada por aqueles que ganham mais e menos contribuem no país, mas a repercussão negativa no Congresso a fez recuar.

A entrega do Orçamento com déficit bilionário promete reacender o debate sobre o Impeachment no ano que vem. Isso porque alguns congressistas como José Agripino do DEM consideram o Orçamento prova de irresponsabilidade fiscal, o que dá base para a discussão voltar à tona no ano que vem.

O fato mais lamentável é Dilma Rousseff abandonar medidas progressistas para abraçar as metas econômicas neoliberais e mesmo assim, como previsto por todos devido ao fragoroso fracasso de tais ajustes, morrer abraçado com elas.

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