E o militares, o que pensam do Impeachment da Dilma?

É caso de se perguntar: constitucionalmente as Forças Armadas sempre se apegaram à função de guardiões da lei e da ordem, prerrogativa que eles fizeram questão de manter (inclusive com ameaças caso não fossem atendidos pelos constituintes) na Carta Magna de 1988.

Desde algumas semanas atrás, cresce o burburinho em torno de um golpe branco para o impeachment da Dilma, seja no Supremo, seja no Congresso, e há até políticos insinuando como deve ser feito, no caso de FHC.

Não vi ainda os ministros militares se manifestarem, a não ser na época da vitória nas urnas, em outubro. O problema é que o critério para avaliar quando e como a lei e a ordem são violadas é uma coisa vaga, dependendo dos interesses dos oficiais. Tanto evitar um golpe quanto apoiar um golpe podem ser interpretados naturalmente como a defesa da lei e da ordem, dependendo do contexto que se queira dar, como 1964 nos mostra bem.

Nesse sentido, o silêncio dos militares nesse momento deve estar causando certa aflição em uns, e confiança em outros...

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