Panorâmica Social

Denúncia das injustiças da plutocracia brasileira e mundial

22 de setembro de 2014

PSDB e Globo em queda livre. Bom sinal para o país

Tucanos-JB-e-Rede-GloboNa próxima eleição, que certamente será levada ao segundo turno na disputa nacional, pela primeira vez o PSDB não estará nela. Sondagens de especialistas têm mostrado que os tucanos sairão bem menores da disputa eleitoral do que entraram. A legenda vai encolher na Câmara, no Senado e entre os governadores eleitos. A mídia conservadora já notou o fenômeno e ligou o alerta: Ilmar Franco pergunta n'O Globo: para onde vai o PSDB?

Essa é uma pergunta difícil de responder. Se o PSDB vai encolher por culpa direta de seu candidato principal, Aécio Neves, que está prestes a protagonizar um dos maiores fiascos dos últimos tempos, ficando de fora do segundo-turno e não conseguindo fazer seu candidato se eleger em seu próprio Estado, então o partido ainda tem salvação. Seria difícil uma reformulação total e uma renovação de quadros dentro do partido, quando Aécio se juntar a nomes que desfrutam de uma colossal rejeição nacional (Fernando Henrique Cardoso) ou que emplacaram uma série de derrotas consecutivas para o PT (José Serra). Juntos, esses três têm os nomes envolvidos em uma série tão grande de escândalos, suspeitas e desvios de conduta, como privatarias, corrupção no metrô e mensalões, que nem a simpatia da imprensa conservadora (pra não dizer apoio descarado) eleva suas murchas imagens públicas. Mas, pelo menos, ainda poderia haver perspectivas de algum improvável resgate no futuro.

Mas, por outro lado, se o PSDB definha por conta de um fenômeno mais complexo, que é a maior conscientização do eleitorado com as novas ferramentas como internet, que tira dos grandes meios de comunicação o monopólio da verdade, então o caso do PSDB é grave, e talvez não tenha solução. Tal como políticos do passado de outro partido simpático às classes mais conservadoras e reacionárias do Brasil, a UDN, talvez o PSDB rache, mude de nome, seus membros formem ou novo partido, como aqueles políticos que migraram da UDN para a ARENA, depois para o PDS, PFL e por fim o DEM. Mas isso também não melhorou a imagem do DEM… 

Mas qual é a realidade dos tucanos? Uma queda momentânea e conjuntural, ou uma queda definitiva, estrutural?

Uma pista para essa questão pode ser encontrada numa outra instituição que, apesar de não ser política, atua como tal: a Rede Globo.

Tal como os tucanos, a emissora tem uma linha política conservadora, em prol do mercado, do neoliberalismo, na iniciativa privada e outras bandeiras como essas. Nos últimos anos os executivos do grupo têm assistido uma constante queda de prestígio e de audiência, fato que induz à conclusão de que o processo de desprestígio dessas ideologias é abrangente, longo e inexorável. A reação desses setores conservadores à ascensão de outros paradigmas na política e ao prestígio que outros modelos de política vem arregimentando é um sintoma de que estão lutando para sobreviver.

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Para a coisa ficar bonita de vez, só se o próximo presidente, que certamente não será tucano e muito provavelmente será a Dilma, pare de fazer concessões a estes setores de uma vez por todas, dando-lhes um golpe fatal como seus colegas progressistas sul-americanos têm feito em seus respectivos governos. Deixar de fazer alianças políticas com o que há de pior no país já é possível e parar de ouvir os líderes religiosos reacionários é outro importante movimento em direção aos anseios mais progressistas da sociedade. O país precisa de um governo que represente as amplas minorias. E eu espero que a Dilma esteja ressentida o suficiente com o tratamento desleal que recebeu das mídias tradicionais e dos líderes religiosos nesta campanha, para não se furtar a dar-lhes o golpe de misericórdia no próximo mandato. Aí Ilmar Franco também será obrigado a perguntar: Para onde vai a Globo?

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