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Mostrando postagens de Junho, 2014

Europeus votam na ONU contra punição a empresas poluidoras

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Quem observa hoje as limpas e ecologicamente corretas principais cidades europeias, com cada vez menos poluição e mais bicicletas ocupando o lugar dos carros, mais empresas de serviços ocupando o lugar das poluentes fábricas, é bem capaz de realmente acreditar que estamos mesmo vivendo uma era pós-industrial, pós-fordista, pós-moderna ou seja lá pós o quê você queira usar para corroborar esta tese nesse começo de século XXI. Além disso, você há de acreditar que a Europa saiu mesmo na frente de China, Estados Unidos e Japão, países que ainda têm grandes dificuldades de conciliar crescimento econômico com consciência ambiental. Mas eis que, então, você toma conhecimento da 26ª reunião do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas, em Genebra, onde acaba de ser aprovada uma resolução para obrigar as multinacionais e outras empresas a respeitar os direitos humanos. Os países europeus que participam desse grupo votaram todos contra. Incoerência? Contradição? Na verdade, …

Qual vai ser a próxima vergonha da classe média brasileira?

Eles já foram contra o programa Mais Médicos – alguns deles se prestaram, inclusive, a recepcionar alguns médicos estrangeiros com vaias nos aeroportos –; eles já tiraram fotos com o Caveirão da Polícia Militar; eles já xingaram a presidente da República com o mais baixo dos palavrões na abertura da Copa no Brasil e, não satisfeitos, protagonizaram agora uma das mais raras cenas de grosseria: vaiaram o hino nacional de um país vizinho numa disputa pela Copa do Mundo. Aonde esses brasileiros de classe média que enchem os estádios, educados nas melhores escolas do país, aprenderam a ser tão vis? Parece que a melhora de vida da população pobre brasileira, muito abaixo do que o governo gosta de propagar e baseado apenas no poder de consumo e não no nível de educação e formação profissional, anda mexendo com os brios das classes médias urbanas, popularmente conhecidas hoje em dia como “coxinhas”. Não cansam de nos envergonhar com suas atitudes patéticas, seus valores burgueses tacanhos e s…

Fuga de talentos do futebol brasileiro

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Muitos dos países hoje bem-sucedidos se fizeram ricos pela criatividade do seu povo e um bom projeto de nação: enquanto a aposta no recurso humano é visto em países mais atrasados na corrida econômica como “despesa”, nos países mais adiantados, é visto como investimento. Mas, apesar disso, muitos deles receberam uma mãozinha de estrangeiros para se consolidar, atraindo-os para suas universidades e empresas.Junto com o indivíduo que deixa um país, vão projetos, ideias, descobertas e realizações que vão prosperar bem longe, em favor de terceiros. É um dos efeitos colaterais da globalização. São conhecidos os casos de cientistas refugiados que, em troca de exílio, passam a trabalhar para o governo que os acolhe. Ou então, a pura e simples busca de melhor infraestrutura, status e principalmente, melhor remuneração – há diversos cientistas brasileiros trabalhando nas maiores universidades do mundo, quando poderiam muito bem estar trabalhando aqui, formando novos alunos ou desenvolvendo pes…

Modo latino-americano de torcer

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As pessoas andam perdendo mesmo o equilíbrio hoje em dia. Tudo é assim, ou preto, ou branco, não tem mais um meio-termo. Ainda mais quando o assunto é futebol com elementos de política envolvidos…Hoje 88 chilenos foram presos depois de invadir o estádio do Maracanã através da área destinada à imprensa antes do jogo Espanha e Chile e podem ser deportados a qualquer momento. Foi o suficiente para diversos críticos brasileiros defenderem nossos vizinhos sul-americanos, porque se opõem à organização do evento e acham legítimo o “ato político”.  Eu também me oponho e muito à forma como essa Copa foi realizada, e acho que a torcida brasileira almofadinha de classe média não sabe torcer nos estádios. Também acho que essa Copa não foi feita pra todo mundo, mas nem por isso eu vou achar bonito um bando de tresloucados chilenos invadindo o Maracanã como uma horda de hunos porque "é assim que se torce na América Latina!!".Pra mim isso não é modelo de torcida. A festa que eles fazem nos…

E o tic tac quebrou….

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O Chile não se intimidou e jogou no mesmo toque de bola que é a marca do time espanhol. Durante muito tempo os ibéricos não poderão ouvir falar o nome do Maracanã. Em menos de um ano, uma derrota acachapante na final da Copa das Confederações para o Brasil ano passado e agora uma eliminação incrível em apenas dois jogos para o Chile na Copa do Mundo. No total do Maracanã, dois jogos, 5 gols sofridos e nenhum feito. Nesta Copa, 7 gols sofridos e apenas um feito, de pênalti duvidoso. Casillas fez a pior Copa de um goleiro das últimas décadas. Inseguro, falhando e entregando em todos os jogos.  Primeiro a invasão argentina, depois a invasão mexicana e agora a invasão chilena no Rio de Janeiro mostram que essa Copa não é só do Brasil, é de toda a América Latina.

Sergei Mikhalkov e os hinos da Rússia

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Um detalhe curioso na estreia da Rússia agora há pouco na Copa do Mundo: o uniforme vermelho com detalhes em dourado e o hino, que remetem à União Soviética.  A história do hino daquele país é repleto de complicadas reviravoltas, e com um personagem constante: Sergei Mikhalkov.  A música escrita por Alexander Alexandrov surgiu em 1943. A letra foi composta pelo poeta e dramaturgo Mikhalkov. O refrão louvava o "partido de Lênin, o partido de Stalin/ Levando-nos ao triunfo do comunismo". Depois da morte de Stalin, em 1956, seu adversário político e sucessor Nikita Khrushchev condenou o refrão, e assim o hino perdeu a sua letra. Assim, durante 21 anos, o hino foi executado apenas na versão instrumental. A União Soviética, reformada, procurava um autor para criar um hino da era pós-stalinista.  Em 1977 o hino ganhou uma nova letra. O mesmo Mikhalkov, agora com 64 anos, acabou sendo incumbido novamente da tarefa, agora sem menções a Stalin: "O partido de Lênin, a força do po…

Torcer ou não torcer para a seleção brasileira

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Está lançada a questão: militantes de esquerda devem torcer contra ou a favor da seleção brasileira? Ao que tudo indica, o assunto não merece a mesma atenção dos militantes de direita, que obviamente parecem estar torcendo fervorosamente pela “pátria de chuteiras” -- haja vista o perfil do público nos estádios dessa Copa – o que por si só é revelador. Nas redes sociais abundam argumentos de todos os lados. Há quem garanta que a seleção brasileira é um patrimônio cultural do povo brasileiro. Portanto, devemos torcer pelo sucesso da seleção porque o povo fica feliz com a vitória do escrete canarinho. Outros alegam que o futebol foi contaminado por uma máfia que deixou o espírito esportivo de lado em nome do espírito corporativo. E que por isso não torcem pela seleção. Antes de observarmos cada um dos lados desse debate, é preciso saber de onde falam os interlocutores. Excluindo os oportunistas da direita política, já que o assunto é se o militante de esquerda deve ou não torcer a favo…

Estudo científico comprova: partidos brasileiros não são todos iguais

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Não é fácil identificar, através do discurso dos políticos, as diferenças da linha ideológica que os partidos defendem. Muito menos se formos nos guiar pela nomenclatura dos partidos: partidos “progressistas” com atuação conservadora, partidos dos “trabalhadores” que atuam magistralmente a favor do patronato e do capital, e assim por diante. Por isso não é de admirar que muitas pessoas, levadas pelo senso comum, acreditem que os partidos brasileiros sejam todos iguais, o que não é e nunca foi verdade. Se alguém precisava de uma prova científica para mudar essa ideia, ela nos foi proporcionada pelo PoliGNU (Grupo de estudos de software livre da Escola Politécnica da USP) que realizou uma pesquisa na qual se faz uma comparação numérica sobre a atuação dos distintos partidos da Câmara de Deputados. (Veja detalhes do estudo no PoliGNU). Tomando por base 92 votações na Câmara sobre os mais distintos assuntos, eles compararam como se posiciona em cada tema os diferentes partidos. O result…