Panorâmica Social

Denúncia das injustiças da plutocracia brasileira e mundial

18 de julho de 2013

Secretários fora da reunião com Sérgio Cabral; comandantes das polícias, dentro.

 

cupula-seguranca

Vejam como o governo do Estado do Rio tenta resistir à realidade das ruas, cavando a sua própria tumba política. Para avaliar o momento grave de descontentamentos e revoltas, serviços públicos de qualidade abaixo do suportável, suspeitas graves de irregularidades no relacionamento com amigos poderosos e favorecimento de empreiteiras e empresários em licitações, o governador convoca uma reunião de fachada emergência para esta manhã.

Esperava-se que Sérgio Cabral, de bom grado, tivesse ouvido os clamores populares e finalmente decidido reconhecer: é preciso uma medida corajosa e determinada para solucionar o descaso do governo em áreas tão vitais para o Rio a curto e médio prazos. Mas os secretários Sérgio Côrtes, da Saúde, Wilson Risolia, da Educação e Júlio Lopes, dos Transportes, não participaram. Não senhor, esses continuam calados e sumidos. Na mesa de reuniões, estavam, além de Cabral e de Beltrame, secretário de Segurança Pública, a chefe da Polícia Civil, Martha Rocha; o comandante da PM, coronel Erir da Costa Filho e o chefe do Estado-Maior da PM, coronel Alberto Pinheiro Neto.

Tudo isso no embalo das pautas dos repórteres das empresas jornalísticas tradicionais, que nos últimos tempos decidiram radicalizar outra vez na criminalização e “estereotipação” dos protestos na cidade, focando malandramente nos “vândalos” e suas “badernas”, em vez de colocarem câmeras e microfones a serviço da sociedade, buscando resumir as demandas da população indignada nas ruas. Ainda há quem se surpreenda quando a fachada de uma empresa de comunicação ou um veículo de “imprensa” são furiosamente “justiçados” com pedras e coquetéis molotov…

Sem dúvida, apesar das estúpidas acusações de que a oposição estaria por trás dos protestos no Rio de Janeiro, Sérgio Cabral conseguiu por si mesmo canalizar todo o foco da ira e descontentamentos populares na cidade. Enquanto se recusar a ouvir a voz das ruas, enquanto o diálogo for apensas através de bombas, balas de borracha e porrada, quando ele decidir sair do seu glorioso pedestal, talvez seu pescoço já não tenha mais salvação.

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