6 de janeiro de 2013

Democracia, alternância de poder e o socialismo bolivariano

bolivariana


Desde que foi reeleito na Venezuela, no final de 2012, fruto da escolha soberana do povo num sistema eleitoral que é referendado por todos os observadores internacionais como um dos mais eficientes e seguros do mundo, Hugo Chávez está tendo que lutar uma batalha duríssima pela vida. Nesse quadro de incertezas, discussões sobre o futuro político da Venezuela vêm à tona, lançadas por uma burguesia golpista que já começa a sonhar, segundo dizem, com a volta da “democracia e da alternância de poder”, duas das maiores farsas ideológicas dos sistemas políticos “liberais” no Ocidente.
Essa falácia é grande também aqui, com o cinismo dos jornalistas da imprensa oligárquica brasileira: “não há alternância de partidos no poder na Venezuela, e isso não é democrático”. O mesmo argumento que eles usaram estrategicamente contra a vitória do PT de Dilma Rousseff. Ora, para estes “democratas” da imprensa, a alternância de poder está acima da vontade do povo? Eles acham que Fernando Henrique Cardoso, herói da classe capitalista-neoliberal, saiu elegantemente do governo em 2002, e que seu partido abriu mão de colocar candidato na disputa eleitoral seguinte em favor da alternância de poder? Pelo contrário! Além de FHC trabalhar pelo projeto da sua própria reeleição em 1996, o então candidato José Serra e o PSDB queriam tanto vencer a eleição em 2002, que gastaram milhões de Reais nessa intenção. Mas foi o povo que disse não ao seu projeto, devidamente escorraçado pelo voto.
Mudamos o que dava muito errado, mas qual é a lógica de mudar o que está dando certo, no caso o socialismo bolivariano, como querem os teóricos do neoliberalismo na Venezuela, em nome de uma suposta alternância de poder? Não é mais sensato o povo manter o que ele acha que está indo bem, indefinidamente, até o dia que não quiser mais, seja por dez, vinte ou trinta anos?
Alternância de poder é mais um engodo, uma estratégia das classes dominantes capitalistas para derrubar um governo progressista que não dança conforme a música de Washington. Mesmo que Hugo Chávez não sobreviva durante muito mais tempo, o que seria um abalo fortíssimo na luta pela democratização do nosso continente, sem dúvida, seu projeto bolivariano permanecerá no poder até o dia que a população venezuelana quiser. Ela já mostrou que não tolera golpismos, e defenderá com a própria vida o caminho que Chávez pavimentou se for preciso. Mais democrático que isso, não poderia ser.
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