Panorâmica Social

Denúncia das injustiças da plutocracia brasileira e mundial

30 de abril de 2012

Por que precisamos superar o capitalismo

(Atualizado em 1 de dezembro de 2015)

Desde o começo dos anos 90, nós já tivemos importantes conferências sobre o clima e o meio-ambiente no mundo, mas nosso planeta continua indo de mal a pior. Apesar dos esforços e da boa vontade de ativistas, ecologistas e políticos, não existe saída para o meio-ambiente dentro desse sistema destrutivo chamado capitalismo em que vivemos atualmente. É preciso discutir alternativas de superá-lo. E cada vez mais pessoas estão se mobilizando para isso.

Thomas L. Friedman, famoso jornalista norte-americano, ganhou maior notoriedade após a publicação de seu livro Quente, Plano e Lotado – desafios e oportunidades de um novo mundo. O livro apresenta críticas tanto ao sistema financeiro quando à devastação do meio-ambiente que, segundo ele, são resultado de um desvio do sistema, não do próprio sistema em si. Ele defende a correção desses abusos para que o capitalismo possa trazer riqueza e benefício para todos. Mas alguém, a essa altura do campeonato, ainda é capaz de acreditar nesse conto de fadas?

O estranho é que o jornalista parece se mostrar contraditoriamente muito mais preocupado com o crescimento do mundo pobre — o que levaria a população mundial a uma condição que ele denomina “plana”, ou seja, cada vez mais pessoas ascendendo a uma classe mediana (não média, na acepção que conhecemos), na mesma faixa econômica, saindo da pobreza, elevando a média do consumo de energia e recursos naturais — do que com o maior vilão do meio-ambiente: seu próprio país, os Estados Unidos, baluarte do consumo e do desperdício. Sozinhos, os estadunidenses, que perfazem 4 por cento da população mundial, consomem 25 por cento de todos os recursos do planeta Terra. O medo do jornalista é de que os demais povos cresçam e passem a querer viver o modo americano de consumo destrutivo e desperdício exacerbado. Propõe que o país lidere uma mudança de comportamento, reformulando o capitalismo. Mas o capitalismo é isso. Não há reformas possíveis. O que há é a necessidade de superá-lo. E o mundo já começa a entender isso.

Cada vez mais, a população mundial quer um outro mundo

Protestos na Grécia

Desde que o modelo neoliberal se tornou hegemônico, pelo menos no Ocidente, temos assistido a uma série de fracassos no campo social, com a desigualdade aumentando drasticamente em regiões antes estáveis. Benefícios históricos dos trabalhadores vem sendo cortados como forma de facilitar demissões (quem não lembra de FHC dizendo que iria destruir o legado de Vargas?), e o cassino das bolsas vem jogando países inteiros na bancarrota, como vemos na Europa.

Mas — confirmando a velha ideia marxista — assim como os magnatas das finanças e dos negócios nos impuseram um sistema altamente destrutivo, também plantaram a semente da sua superação. Desde meados dos anos 90, assistimos ao crescimento espontâneo de movimentos sociais de combate ao capitalismo. Em todos os cantos do planeta (hoje com menos ímpeto, é verdade), milhões de pessoas se reúnem, planejam e vivem a mudança que esperam no mundo. Defendem uma alternativa mais democrática para os povos, o respeito à diversidade e ao meio-ambiente, sem submissão à ditadura do capital. No próximo post nós vamos conhecer um pouco a história desses movimentos. Você pode ler clicando em Movimento Zapatista, o embrião do movimento anticapitalista atual.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Leia nossos Termos de Uso