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Mostrando postagens de Abril, 2012

Por que precisamos superar o capitalismo

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(Atualizado em 1 de dezembro de 2015)Desde o começo dos anos 90, nós já tivemos importantes conferências sobre o clima e o meio-ambiente no mundo, mas nosso planeta continua indo de mal a pior. Apesar dos esforços e da boa vontade de ativistas, ecologistas e políticos, não existe saída para o meio-ambiente dentro desse sistema destrutivo chamado capitalismo em que vivemos atualmente. É preciso discutir alternativas de superá-lo. E cada vez mais pessoas estão se mobilizando para isso.Thomas L. Friedman, famoso jornalista norte-americano, ganhou maior notoriedade após a publicação de seu livro Quente, Plano e Lotado – desafios e oportunidades de um novo mundo. O livro apresenta críticas tanto ao sistema financeiro quando à devastação do meio-ambiente que, segundo ele, são resultado de um desvio do sistema, não do próprio sistema em si. Ele defende a correção desses abusos para que o capitalismo possa trazer riqueza e benefício para todos. Mas alguém, a essa altura do campeonato, ainda é…

NSA: diga adeus aos dias de liberdade e privacidade na internet

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Cuidado, muito cuidado... Nós sempre desconfiamos de que todos os nossos passos estavam sendo rastreados na internet pelos órgãos de espionagem governamentais. A partir de agora, isso sai do terreno da especulação e entra no da certeza: está sendo construída no deserto de Utah a sede da NSA (Agência Nacional de Segurança) dos Estados Unidos, cuja função é saber tudo o que fazemos na rede mundial de computadores.

A internet começou promissora. Livre, democrática, espontânea, era o símbolo dos novos tempos pós-modernos (sejam eles louváveis ou não), onde as barreiras vão sendo quebradas — a começar pelo Muro de Berlim. Mas nos últimos tempos, a sanha do autoritarismo e da patrulha dos governos do Ocidente ameaçou a privacidade dos internautas pelo mundo afora. O Congresso americano, logo ele, bastião da retórica da liberdade e da democracia, discute leis com acrônimos esquisitos — PIPA e SOPA — para censura e controle da internet sob o pretexto de defender a propriedade intelectual.
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Trabalho, senso-comum e ideologia dominante

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Muitos de nós temos nossas opiniões sobre diversos assuntos do dia-a-dia. Damos nossos pitacos sobre futebol, falamos sobre nossos gostos, apoiamos ou criticamos alguma religião... até aí, tudo bem. Uma sociedade multicultural é uma sociedade com muitos pontos de vista. Como já dizia o jornalista Walter Lippmann, “Quando todos pensam igual, ninguém está pensando”. Mas quantas vezes paramos para analisar até que ponto nossas opiniões são realmente nossas, fruto de uma reflexão e uma conclusão bem feitas, ou apenas meras reproduções da opinião geral, conhecida como senso-comum? O senso-comum é recheado de frases feitas, que são consideradas “verdades da sabedoria popular”. Mas essas frases muitas vezes escondem uma visão de classe, contendo uma ideologia por trás da sua fachada neutra. Vamos ver um exemplo muito conhecido: “O Trabalho dignifica o homem”
De fato, esta afirmação não é falsa. Olhe para uma cidade: agora imagine que você possa retirar mentalmente tudo o que não é natural. Reti…