14 de janeiro de 2012

Occupy Wall Street. A batalha não acabou.

OCCUPY WALL STREET BLOOMBERG 13-10-11 2011 acabou, mas 2012 começou e ao contrário do que se poderia imaginar, o desejo de mudança no mundo continua. Todos os sprays de pimenta, violências e prisões arbitrárias não são suficientes para destruir o sonho de um mundo livre desse sistema absurdo que tem em Wall Street o seu centro nervoso. Continuamos acompanhando os passos das manifestações mundiais, já que por aqui, como já dizia o general Médici, “no noticiário da Globo, o mundo está um caos, mas o Brasil está em paz."

Pensou que eu tinha esquecido do movimento “Ocupe Wall Street” não é? De jeito nenhum. Seus membros também não esqueceram. Estão firmes na luta por um mundo mais justo e menos desigual. A mídia oligárquica de lá é farinha do mesmo saco da mídia oligárquica de cá, e assim como nossa imprensa faz de tudo para boicotar o livro Privataria Tucana, que é um golpe na boca do estômago das classes dominantes brasileiras (incluindo boa parte das famiglias donas de jornais, revistas e emissoras de televisão) a imprensa deles passou o ano todo de 2011 tentando boicotar o movimento legitimamente social (o que alguns críticos mais conservadores sempre confundem com “socialista”). Aliás, 2011 foi um ano para entrar para a história. Talvez historiadores do futuro, ao relatarem a virada para o século XXI, digam que ela começou de fato em 2011, do mesmo modo que para Hobsbawm, o século XX começou em 1914. Ano passado, o mundo virou de cabeça pra baixo com as revoluções da Primavera Árabe e com os protestos em torno do mundo, tudo isso potencializado por uma crise do capitalismo de proporções colossais. Grande parte das pessoas começou a perceber o quanto elas tem vivido uma mentira, enquanto os manipuladores de marionetes mundiais controlam o mundo.

A maior surpresa do ano passado foi, sem dúvida, o movimento Ocupe Wall Street. Jamais se poderia imaginar que bem no coração do capitalismo mundial, poderia haver milhares de pessoas indignadas com o sistema que seu governo apregoa pelo mundo como o melhor, o único e o mais justo. Movimento puramente espontâneo, nascido da indignação popular. Esse ano os protestos continuam, e eu já vou adiantando aqui que amanhã (15/1), dia de nascimento de Martin Luther King Jr. haverá uma manifestação mundial. Uma vigília com velas está programada, no intuito de unir simbolicamente todas as pessoas no pensamento de mudar o mundo.

A partir das 19 horas, onde quer que estejamos, seja no trabalho, em casa, na rua, devemos acender uma vela, numa mensagem de esperança e confiança na força da mobilização mundial. Diversos países estão organizando vigílias. É um ato meramente simbólico, mas que mostra a força de mobilização a que podemos chegar.

Eu vou acender a minha. Para muitos, é um ato inócuo, mas para mim, é um puro ato simbólico. E este símbolo significa que eu estou em paz com a minha consciência, sabendo de que lado eu estou na história. Acender uma vela pode não derrubar governos, nem mudar as desigualdades diretamente, mas mostra a intenção de ver o mundo mudar, de ver a justiça vencer a mentira, a igualdade vencer os privilégios. Toda utopia é uma utopia, até o dia em que se realiza.

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