Estados Unidos anunciam a morte de Osama Bin Laden com foto falsa

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Os Estados Unidos da América anunciaram hoje a morte do militante da Al-Qaeda e terrorista Osama Bin Laden. A notícia desfecha um ciclo de 10 anos de contradições, mentiras e desinformações, onde o chefe da Al-Qaeda fora dado como morto em diversas ocasiões por fontes não-americanas. Desta vez, o anúncio, embora feito de forma oficial pelo pronunciamento do presidente dos Estados Unidos, levanta polêmica e exige cautela por conta de foto altamente suspeita do terrorista morto divulgada por agências de notícias

A operação de forças especiais da Marinha americana teria cercado a casa onde Bin Laden vivia nos últimos anos na cidade de Abbotabad, próximo a Islamabad, capital do Paquistão, e matado o “terrorista mais procurado do planeta” na noite deste domingo, horário do Brasil (1/5).

Governantes e imprensa do mundo todo, não obstante o histórico de polêmicas que sempre envolveram a chamada “Guerra ao Terror” americana, apressaram-se em apoiar o governo norte-americano. Também não se esqueceram de afirmar que a morte de Bin Laden não representa o fim do tão necessário terrorismo, e a CIA já tratou de anunciar que a Al-Quaeda “quase certamente” vai querer se vingar.

A única prova que temos desta operação que supostamente teria matado Bin Laden é uma foto nada convincente, que já vem sendo contestada em grande parte do mundo. Primeiro divulgada pela agência de notícias AP, depois em diversos canais de televisão pelo mundo, inclusive na rede Globo. Nela, Bin Laden, que já teria 54 anos de idade, aparece com as barbas negras da época em que passou a ser figura conhecida no mundo, há 10 anos. Além disso a foto é incrivelmente semelhante com uma outra foto de Bin Laden. Compare:

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Sabemos do efeito fantástico no Ocidente que essa notícia tem na popularidade dos Estados Unidos e para o seu presidente Barack Obama. Mas considero que ainda seja muito cedo para aceitar a notícia da morte de Bin Laden pela Marinha dos EUA como verdadeira. Até que apareçam provas reais e convincentes da operação, este pode ser mais um daqueles casos falsos que vão parar no Congresso americano. Em se tratando da política de propaganda americana, que já forjou várias mentiras como as armas de destruição em massa do Iraque, toda a precaução e desconfiança são plenamente justificáveis.
Fonte: G1