O desafio da Educação passa pelo estímulo à leitura

leitura de livros

Atualizado em 9 de maio de 2015

A indústria editorial no Brasil chegou ao final do século XX como a maior da América Latina. Mas, apesar de ser também a oitava do mundo em números absolutos de vendas, está longe de outros países em termos de proporção. A França, por exemplo, consome uma média de seis livros per capita por ano, enquanto que o Brasil, apenas dois.

O que se poderia fazer para transformar o Brasil num país de leitores? O problema neste setor é basicamente o mesmo do que em quase todas as outras áreas: a desigualdade. Enquanto alguns segmentos da sociedade consomem livros numa média europeia, uma grande maioria fica apartada desta valiosa ferramenta de formação, educação e crescimento pessoal.

Em 2004 o Governo Lula tentou dar uma solução a este problema, ao desonerar a indústria editorial, cortando alguns impostos como o PIS e o Cofins. Em troca, estas empresas contribuiriam com 1% sobre o valor das vendas, para a criação de um fundo de estímulo à leitura. Em 2009, após anos de reclamação do mercado editorial, que se beneficiou com o corte dos impostos mas não concordou com a contribuição, o Governo retomou essa proposta.

O fato é que, apesar de o Governo ter feito uma renúncia fiscal em torno de R$300 milhões, o preço do livro não caiu, contribuindo para a manutenção da dificuldade de amplas camadas da população a terem acesso aos lançamentos editoriais.

Dilma Rousseff, nesse seu segundo mandato, tem por uma de suas grandes metas a valorização da Educação, através dos recursos do pré-sal. A presidente deveria olhar com bastante carinho para este setor dos livros, já que não existe melhor maneira de se melhorar o nível intelectual e material de um povo do que disseminar o hábito da leitura entre ele. O primeiro passo a ser dado é pressionar as editoras para baratear o preço dos livros, para que o Brasil possa estar entre os países com os maiores índices de leitura não só em números totais, como também na média geral.

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