Panorâmica Social

Denúncia das injustiças da plutocracia brasileira e mundial

22 de dezembro de 2010

CSA envenena moradores de Santa Cruz

A Zona Oeste do Rio de Janeiro sofre um descaso crônico por parte das autoridades federais, estaduais e especialmente municipais. Além de muito raramente ser foco de projetos estruturais, urbanísticos ou sociais, ainda é a localidade preferida para a implementação de instituições que o resto da cidade não toleraria por perto. Assim temos o complexo de presídios de Bangu, e por pouco não teríamos também um Lixão aos moldes do de Gramacho, que carregaria o eufemístico nome de “Aterro sanitário do bairro de Paciência”.  A nova afronta aos moradores da região se chama Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), no bairro de Santa Cruz, que, com a anuência das autoridades, se tornou o maior poluidor do Estado, desde junho deste ano.
CSA                                                                         CSA ainda em fase de construção

Logo no início das operações, uma falha grave no auto-forno 1 jogou uma nuvem de poeira cinzenta sobre o bairro, fazendo centenas de pessoas procurarem os postos de saúde, vítimas de problemas respiratórios. Também há denúncias dos pescadores sobre a poluição da Baía de Sepetiba, além de uma expectativa de cerca de 4 milhões de toneladas dcarlos mince carvão mineral por ano que serão queimados para manter os fornos da siderúrgica funcionando. O pior de tudo, é que os políticos, inclusive aqueles que gostam de usar o meio-ambiente como bandeira, como o deputado e futuro secretário de meio-ambiente do Estado, Carlos Minc (imagem ao lado) , passaram a defender a ThyssenKrupp, empresa alemã que controla a CSA, amenizando os incidentes ambientais, indo de encontro ao interesses da população de Santa Cruz. Uma atitude muito suspeita, pra dizer o mínimo.

De acordo com denúncias veiculadas na rádio Band News, a CSA será responsável, sozinha, por 75% de toda a poluição do Estado, transformando Santa Cruz numa espécie de "Nova Cubatão" carioca. Tudo isso em troca de empregos que serão criados nas suas instalações. Será que é justo? Será que a Alemanha, sede da ThyssenKrupp, permitiria uma bomba poluidora dessas em seu território? Por que as autoridades brasileiras permitem que uma siderúrgica dessas venha levar embora nossas riquezas minerais para serem laminadas nas unidades da ThyssenKrupp no Alabama (Estados Unidos) e Alemanha, que por sua vez venderão o produto final para a indústria automobilística e de eletrodomésticos, ficando assim com os maiores lucros? Mais uma vergonha produzida por nossos políticos. O povo de Santa Cruz deve protestar, como vem fazendo, contra esse atentado ao seu bem-estar e contra a sua saúde, em nome de todos os fluminenses.

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