Bombas e Foguetes

Se eu fosse deputado, além de estar rindo à toa com meu novo salário aumentado em mais de 60 por cento, enquanto os pobres mortais se lambuzam com seus salários mínimos, eu iria propor uma lei.  Uma proposta de tornar crime a comercialização dessas bombas conhecidas como malvinas e cabeção-de-nego.





Não é justo que uma rua ou um bairro inteiro sejam reféns de 5 ou 6 crianças deseducadas, que provavelmente vão comer um franguito assado magro e um copo de coca-cola no Natal, mas que gastam dinheiro suficiente para andar com os bolsos gordos e repletos de bombas, lançando-as por aí pelas ruas.  Se tem uma forma de explodir dinheiro é essa, literalmente.

Se pudessem comprar aqueles fogos pirotécnicos, bonitos de se ver, seria melhor, mas como são crianças fodidas, só podem ter malvinas e cabeção-de-nego, que só servem para fazer estrondo e estressar animais e pessoas civilizadas, além de arrancar uns dois ou três dedos dos mais bisonhos em algum possível acidente (não que eu torça para isso acontecer, jamais...). E quanto mais fodido forem, mais estouram essas bombas. Então, pelo bem estar das pessoas e dos animais (os domésticos, não os que soltam as bombas), poderiam proibir o uso e comércio desses artefatos. Quem sabe, quando nossos deputados voltarem de suas férias em NY e Paris, depois de assistirem um belo foguetório pirotécnico de Réveillon... 


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