Panorâmica Social

Denúncia das injustiças da plutocracia brasileira e mundial

1 de novembro de 2010

Cyberbullying causa mais danos que o Bullying tradicional


Pais e educadores começam a levar o problema a sério

Nesta era digital, as pessoas estão com cada vez menos controle da privacidade de suas vidas. Alunos adolescentes usam a rede mundial para praticar o bullying virtual contra seus colegas de escola.

Já se foi o tempo em que a intimidação, as piadas com intuito de constranger e os comentários grosseiros praticados geralmente por alunos adolescentes a seus colegas, conhecidos como bullying, estavam restritos à sala de aula. Agora, um novo fenômeno passa a ser alvo da atenção de pedagogos e educadores: é o cyberbullying, que dissemina comentários perversos e depreciativos contra as vítimas nos espaços virtuais e nas mensagens de texto de celular.

A tecnologia ajuda a disseminar os ataques para um público ainda maior, ilimitado, que é o da web. E esse fator tem um poder agravante sobre as vítimas, porque ela agora, além de tudo, não é capaz de saber de onde partem os ataques, tendo em vista que na internet muitos comentários são feitos de forma anônima. Se antes, ao menos, ela podia identificar o agressor, agora ele pode estar ali a seu lado, sem que ela saiba.

A influência do cyberbullying sobre as vítimas é maior, porque o público, aquele que "assiste" os ataques, ultrapassa as fronteiras do âmbito escolar. Passa para outras esferas de convívio da vítima, como os amigos da rua, os parentes, etc.

Além do mais, para agredir virtualmente alguém, não é preciso ser o mais forte, o mais popular ou o mais temido da turma. Agora basta apenas ter acesso a um celular ou a internet.

Sabemos que a adolescência é uma fase difícil, onde os jovens buscam firmar a sua personalidade e geralmente acabam se identificando com um ou outro grupo de pessoas. Basta que este jovem fuja dos padrões aceitos por aqueles grupos, que não se enquadre a nenhum modelo, ou que faça parte de um grupo de minorias, para ser vítima de preconceito e discriminação. Desta maneira, fica claro que o modo de combater o cyberbullying bem como o bullying tradicional é através do convívio e aceitação das diferenças. Desde cedo pais, educadores e especialistas devem ser capazes de mostrar para as crianças que não existe um padrão de comportamento, um modo de se vestir, de falar, de se comportar. Todos os modos devem ser aceitos - desde que se considere as normas sociais de convívio, é claro. As pessoas devem ter liberdade de ser o que elas são e ser respeitadas por isso. Assim se poderá combater o cyberbullying, através de esclarecimentos e incentivos ao convício das diferenças na sala de aula e em casa.

2 comentários:

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  2. Eu acredito que o combate ao bullying será efetivo quando houver foco na vítima e não no agressor. Considero o tratamento psicológico da vítima o processo mais importante no combate ao problema. Depois, a punição e/ou tratamento psicológico do agressor. Isso porque, na minha opinião, a educação sobre o convívio com as diferenças e sua aceitação não irá evitar a vaidade, a agressividade, o desejo de domínio e atenção, e, em alguns casos, a baixa autoestima do futuro agressor. E essas são as principais causas dos ataques, não fundamentalmente o preconceito. Elas poderiam ser educadas também, mas em casa, onde o comportamento agressivo seria amenizado na infância. Por isso, penso que o incentivo ao convívio com as diferenças minimizaria, mas pouco.

    Quanto ao cyberbullying, a atitude deve partir principalmente dos próprios espaços virtuais, da vigilância da web, que ainda é bastante deficiente (é até compreensível, não é nada fácil obter controle de algo tão amplo como a internet). Há redes como o orkut, por exemplo, que oferece serviços de denúncia de abuso. No entanto vejo que são, quase sempre, de enfeite, pois os usuários, as comunidades denunciadas, dificilmente são investigadas ou saem de circulação. Deve-se chamar atenção para esse fato, ele merece.

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