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É o fim do Lulinha Paz e Amor?

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Fernando Haddad é o coordenador da campanha de governo da candidatura Lula em 2018. Em entrevista ao site do jornal Valor, falou um pouco sobre as propostas para o país e os caminhos jurídicos que o PT deve tomar para garantir que o ex-presidente possa sair candidato.
Controle das mídias Algumas dessas medidas, reveladas pelo ex- ministro da Educação, seriam facilmente identificadas como propostas de esquerda, embora Haddad, com todo o cuidado, tenha preferido classificá-las como "radicalmente liberais". Uma pequena concessão certamente calculada no intuito de não alarmar ainda mais as reacionárias classes-médias para um programa que elas classificariam facilmente, no seu entendimento torpe de política, como "bolivarianas".

Haddad prometeu focar em 4 pautas principais: econômica, social, política e ecológica. Dentro da discussão econômica e social está a prioridade de Lula, se eleito, atacar o oligopólio dos grandes meios de comunicação, principalmente a Globo.

De…

A diferença de ensino e educação no Brasil

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Poucas pessoas atentam para a diferença crucial que existe entre ensino e educação. Essa confusão interfere diretamente, no espectro geral, na qualidade da formação de cidadãos e na capacidade das pessoas saberem conviver num ambiente adequado de civilidade e cidadania.

Ensino é o que o Estado brasileiro e também algumas instituições particulares oferecem de maneira formal, através de saberes selecionados e organizados num currículo escolar que determina o mínimo que uma pessoa deve dominar em termos de conhecimento para poder fazer parte de uma sociedade.



Já a educação é todo o conhecimento circulante disponível que as pessoas podem e devem absorver para complementar a sua formação continuada. E quais são as fontes dessa educação? Vamos ver as mais importantes.

A primeira, e talvez a principal, é a família. Os pais — e também avós, tios, etc. — desde o nascimento dos seus filhos são encarregados de educá-los (muitas pessoas pensam que esse é o papel da escola), mostrar a eles o funcio…

Christopher Hitchens e o infame trotskismo

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Christopher Hitchens (1949-2011) era um escritor de colunas sobre variedades na esnobe revista Vanity Fair, quando começou a angariar fama na internet por conta de seus debates sobre religião em palestras e conferências gravadas em vídeo.

Concentrado na defesa do ateísmo, com um vasto cabedal cultural e uma inteligência mordaz, geralmente conseguia colocar todos os adversários na lona, e assim foi ganhando sua fama.

Eu, no entanto, só passei a conhecê-lo quando me deparei com seu maior best-seller numa feira de livros, em 2010: "Deus não é grande", uma obra que mistura religião, cultura e política de uma forma cativante, com uma especial crítica ao fundamentalismo islâmico.



Foi nesta ocasião que eu passei a acompanhar seu trabalho, muito mais pelo viés do ateísmo que compartilhamos do que pelas suas visões políticas, que já eram um tanto contraditórias há quase 10 anos.

Já então, Hitchens deixava claro que era um ex-militante de esquerda na juventude, mas que naquele momen…

"Lula do México" vence a eleição

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Em muitos aspectos, o México é um país parecido com o Brasil. Um país extremamente católico, com um povo supersticioso, com governantes que nos últimos 30 anos prometeram colocar o país no caminho do desenvolvimento se ele seguisse a cartilha do mercado, e que, obviamente, foi enganado, e que afunda em calamidades sociais provocadas pela extrema violência social e corrupção generalizada.
Povo mexicano elege candidato de esquerda pela primeira vez Neste cenário, não admira que o povo, cansado das promessas neoliberais que nunca se realizam, tenha escolhido por ampla maioria um candidato com ares de Salvador da Pátria, um herói que promete tirar o México do buraco que a especulação e o mercado financeiro o enfiaram. Andrés Manoel Lopes Obrador, do partido Morena, de esquerda, venceu a eleição com a maior votação da história mexicana.
Lopes Obrador, o "Lula mexicano" Alguns analistas brasileiros o tem chamado de "Lula mexicano". Talvez porque o Lula de 2002 tenha sido…

O dilema de Ciro Gomes

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Ciro Gomes vem tirando bom proveito da complexa conjuntura política que se apresenta ao eleitor neste ano. Talvez desde a campanha eleitoral de 1989 não vemos uma disputa tão pulverizada quanto esta que se apresenta a nós em outubro.

Ciro, de forma certamente calculada, vem se colocando clara e oportunamente como candidato de centro-esquerda. Parece ter encontrado ali um nicho com grande potencial de crescimento, cada vez que a direita atualmente no poder lança mão de seu impopular pacote de maldades em favor do mercado e que a candidatura de Lula vai ficando cada vez menos viável.

Não por acaso sua campanha vai ganhando corpo, como já admitem alguns grandes veículos de comunicação, atraindo partidos como o cobiçado PSB, prestes a selar aliança com o PDT de Ciro, bem como partidos de centro, capazes de lhe dar força política no Congresso e preciosos minutos a mais no tempo de TV da campanha eleitoral. No entanto, um dilema se apresenta ao candidato pedetista.

Partidos de direita que a…

Torcer ou não torcer para a seleção brasileira

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Para um brasileiro médio, pouco envolvido com as questões complexas que essa pergunta suscita, a resposta é óbvia: é claro que todo brasileiro deve torcer para a seleção do seu país. Porém, a coisa fica mais complicada quando você levanta algumas questões.

Eu, particularmente, deixei de torcer para a seleção verde e amarela depois da Copa de 94. Já naquela época, havia a polêmica do escrete canarinho ter cada vez menos jogadores atuando nos times nacionais. Esse fator provocava e provoca o distanciamento do torcedor com seus ídolos, que desfilam seus talentos para a alegria de outros povos no exterior.

Além disso, passamos a contar com mudanças no futebol proporcionadas por alterações na chamada lei do passe, por conta da Lei Pelé, que, ao fim e ao cabo, significou a instauração dos ideais neoliberais no futebol brasileiro, não obstante ter sido festejada na época por jogadores e especialistas como o "fim da escravidão" no futebol. Infelizmente, o que aconteceu de fato foi a…

Brasil e Argentina experimentam mais uma vez as agonias do neoliberalismo

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Brasil e Argentina vêm demonstrando muito claramente nos últimos meses aonde a crença cega no capitalismo de mercado desregulado pode levar. Aqui, depois de dois anos de governo pró-capital, tenta-se destruir quaisquer barreiras à rapina internacional de nossas riquezas. Isso sem falar na tentativa de acabar com a proteção das leis que dão conta dos direitos do trabalhador, entre outras medidas lesivas.

Na Argentina, a população experimenta a sensação de déjà vu, de regresso àquela época de neoliberalismo extremo com Menem e Cavallo, de meados dos anos 90.

A hipocrisia do atual governo Macri de bradar recuperar a economia do "kirchnerismo", acusado de corrupto e populista, entregando a Argentina nas mãos do mercado, deu justamente na crise cambial que vive agora o país mais uma vez, tendo que se ajoelhar humilhado perante o FMI em pedido de socorro financeiro.

Pedido esse que, como sabemos, só será atendido se o governo cumprir não um alívio e sim um aprofundamento nos pacot…